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Movimento Pró Vermoim registado desde 2013

José Azenha e Mário Silva são dois dos elementos do núcleo duro de cerca de 30 membros do Movimento Pró Vermoim, que prestaram declarações ao Maia Primeira Mão, com o objetivo de explicar os objetivos desta formação.

O Pró Vermoim é “dos mais antigos do país”, pois já se encontra registado desde 29 de outubro de 2013, isto é, praticamente após a extinção das freguesias, momento a partir do qual “nos organizamos, através de um movimento barato e fácil de comunicar, o facebook”, explicou Mário Silva, “e em pouco tempo ultrapassamos os mil elementos”.

Há duas vertentes que norteiam o movimento Pró Vermoim, explicam José Azenha e Mário Silva, e que são essenciais e servem de base a todas as ações de reivindicação da restauração da freguesia de Vermoim: “primeiro que tudo, somos um movimento que tem como base a preservação dos valores culturais da freguesia de Vermoim; em segundo lugar, fazer com que Vermoim volte a ser restaurada, pois não concordamos de forma nenhuma com a extinção da freguesia”.

A partir destas bases, Mário Silva adianta que todos são bem vindos nesta causa, porque “o movimento não olha a cores partidárias ou religiões, aceita todos os elementos que concordem com estes princípios de base e que esteja presente num contexto de cidadania, liberdade e respeito por todos os elementos sem recriminações, nem atirar de culpas pelo passado”. Mário Silva diz mesmo que não gosta de falar do passado, pois admite que quem tenha votado pela extinção da freguesia, possa mudar agora de opinião, também esses são aceites, referiu.

Movimento aderiu à Plataforma Nacional Recuperar Freguesias

As formas de atuação do movimento Pró Vermoim têm consistido na divulgação da causa no Facebook, na divulgação em ações como encontros e jantares desde 2013, colocação de elementos de publicidade, como cartazes na rua e a adesão à Plataforma Nacional Recuperar Freguesias.

Apesar de também efetuar reuniões com outros grupos semelhantes, tais como o Movimento por Gemunde, ou ainda grupos que se estão a formar também na Barca e Gueifães, o Movimento Pró Vermoim entende que reside na Plataforma uma das formas mais importantes de fazer valer os seus objetivos e uma maneira de conseguir avançar com maior eficácia em prol dos seus objetivos.

A Plataforma Nacional Recuperar Freguesias tem reunido com grupos de todo o país para resgatar freguesias e já levou a questão à Assembleia da República através de diferentes intervenções.

Não se apontam erros de governação num tempo pré-eleitoral

Mário Silva esclarece que prefere por enquanto não apontar os erros que foram cometidos ou as melhorias que deixaram de ser feitas em Vermoim devido à anexação na nova freguesia Cidade da Maia, porque estamos num período pré-eleitoral e não quer ser mal entendido ou que as causas defendidas por este movimento sejam apropriadas por qualquer partido político com outros fins que não sejam a restauração da freguesia.

Uma coisa garante. O argumento do governo para a unificação de freguesias de poupar na despesa pública não se aplica a Vermoim, pois sublinha, “com a extinção de Vermoim não houve poupança”.

Por outro lado, José Azenha aponta o dedo a uma freguesia demasiado grande e populosa como “a atual Cidade da Maia, com perto de 50 mil habitantes, não havia necessidade de uma freguesia tão grande, se queremos estar mais próximos dos eleitores…”

De acordo com este elemento só na área de Vermoim existem mais de 14 mil eleitores, o que atesta já a grandiosidade da população só desta freguesia, para já não falar de toda a identidade cultural e histórica da mesma. De resto, identidades muito diferentes foram agregadas na freguesia da Cidade da Maia e, declara Mário Silva, “foi o que se viu, nunca conseguiram até agora aprovar qualquer orçamento, porque as realidades são muito diferentes”.