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BE Maia pede demissão da maioria PSD/CDS do executivo e eleições intercalares

Em comunicado a concelhia do BE Maia atira «responsabilidade política a todos os atuais elementos do executivo” da coligação PSD/CDS, que aprovaram a proposta (de assunção pela Câmara da dívida da Tecmaia) e pede a demissão da maioria.

O Bloco de Esquerda pronunciou-se esta sexta-feira, dia 6, sobre a confirmação da primeira instância que determinou a perda de mandato do presidente da Câmara da Maia e de um vereador eleitos pela coligação PSD/CDS.

O BE Maia fala ainda num «clima de impunidade instalado, ao longo de 40 anos de maioria absoluta do PSD e do CDS-PP, do qual não raramente resultou uma atitude de arrogância e a falta de rigor e transparência das decisões tomadas pelo executivo, que atropela a lei e escolhe para cargos pessoas com base na afinidade político-partidária, ao invés do mérito e da competência profissional».

Entende o BE que não resta ao executivo «autoridade para gerir o Município e deve abandonar o estado de negação em que se encontra demitindo-se», defendendo que os maiatos possam «escolher livremente, através de eleições intercalares, o seu Presidente ou a sua Presidente de Câmara sem quaisquer imposições».

Por fim, no quinto ponto deste comunicado, o Bloco defende que não vale a pena adiar o inevitável com mais recursos e faz votos que «os autarcas condenados mantenham a sua dignidade e pede-lhes que respeitem os munícipes, sendo que o mais desejável para a população neste momento é que não se protele a aplicação da decisão judicial através de manobras jurídico-processuais dilatórias junto de outras instâncias».