,

Apps com fins sociais dão prémios a alunos da Escola do Levante

Alunos da Escola Levante da Maia venceram concurso Apps for Good, conquistando dois prémios – um 1º e um 3º lugar – da linha do ensino básico.

A 1ª Melhor App foi para a ‘Must Be Green’, uma app para encontrar empresas que limpem terrenos, e ‘Only Heal’ conquistou o 3º lugar, sendo uma plataforma digital que estabelece ligação entre utentes e farmacêuticos, projetos apresentados pelos alunos da Escola do Levante. A 2ª posição nesta linha do Básico foi para ‘Rescue Pets’ do Agrupamento de Escolas de Saboia. Foi ainda atribuído o Prémio Jovem Aluna à Rita Polido da App ‘Must Be Green’.

No dia 13, realizou-se a entrega de prémios na Fundação Calouste Gulbenkian, que recebeu assim a grande final da maior competição nacional pela melhor aplicação criada por jovens para resolver problemas sociais.

Na 5ª Edição do Apps for Good foram atribuídos 10 prémios, sendo a ‘Color You’ a aplicação vencedora do 1º Prémio, criada pelos jovens do Instituto dos Pupilos do Exército, que pretende integrar e facilitar o quotidiano das pessoas daltónicas.

Este Programa pretende que jovens utilizem a tecnologia para resolver problemas relacionados com a sustentabilidade do mundo. É uma iniciativa levada a cabo pelo CDI – Portugal. O CDI é um projeto revolucionário de intervenção e inclusão digital. Existe em 12 países e tem por objetivos promover a inclusão social, a literacia digital, a construção e o exercício da cidadania ativa, bem como criar uma nova geração de ‘Problem Solvers’ e ‘Digital Makers’.

De referir que a grande final do Apps for Good contou com 22 equipas de alunos finalistas que demonstraram o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo, apresentando as suas ideias (Apps) que solucionam problemas reais.

O evento final contou com a presença de Isabel Alçada, consultora para os Assuntos da Educação da Casa Civil e em representação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Diretor-Geral da Educação, José Vítor Pedroso, do Administrador Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme d’Oliveira Martins e ainda de Natalie Moore, do Apps for Good UK, para além de outras personalidades e membros da Direção do CDI Portugal.

As 22 equipas finalistas foram selecionadas pelo júri durante os quatro encontros regionais que se realizaram entre junho e julho deste ano nos Açores, em Valongo, em Oeiras e na Madeira e que contaram com a presença de cerca de 150 equipas.

“Todas as aplicações criadas nesta competição pretendem impactar a sociedade para melhor e permitir que os jovens se sintam capazes de mudar o mundo. A tecnologia deve ser um meio, e não apenas um fim, para a resolução de problemas e de causas sociais e o Apps for Good desenvolve as capacidades críticas, criativas e empreendedoras dos jovens”, afirmou João Baracho, diretor executivo do CDI Portugal.