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Recicla-te é a campanha de “rastreio” à população sobre problemas de reciclagem

A Maia foi um dos municípios que recebeu o “consultório” ambulante da campanha Recicla-te da LIPOR, que esteve na Praça Dr. José Vieira de Carvalho nos dias 24 e 25.

O Doutor Miguel Laranjeira, a personagem “médico” de reciclagem, fez mais cerca de 200 consultas nos dois dias em que recebeu os munícipes/”doentes” da Maia.

A Campanha funciona como se de um rastreio de saúde se tratasse, pretendendo esclarecer dúvidas dos cidadãos sobre a separação e reciclagem de resíduos e, em simultâneo, fazer um diagnóstico dos problemas que ainda existem nos hábitos dos cidadãos dos oito municípios agregados da LIPOR, para alinhamento de políticas da empresa intermunicipal.

A “utente” residente na Maia, Ana Ribeiro, ouvida pela reportagem do Maia Primeira Mão, foi uma das muitas residentes na Maia a quem não foi diagnosticado algum problema grave, digamos que uma pequena “maleita” facilmente esclarecida: não sabia em qual dos contentores colocar a esferovite. Resposta: contentor amarelo.

E é precisamente para esclarecer pequenas e grandes dúvidas e até desfazer “mitos” relativos à reciclagem, que serve este rastreio, como nos disse o Dr. Miguel Laranjeira. E dá um exemplo de uma questão muito colocada pelos “utentes”/munícipes: devemos lavar as embalagens antes de as colocar no contentor amarelo? Resposta: não, as embalagens são lavadas pela LIPOR antes de entrarem no sistema de reciclagem, por isso, lavá-las em casa acaba por ser um desperdício de água.

O “médico” de serviço da LIPOR deu conta ainda que a campanha Recicla-te já havia passado por quatro municípios antes da Maia (Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Porto, Matosinhos) e nota-se que neste concelho o processo de consciencialização dos cidadãos está numa fase mais adiantada, pois as dúvidas das pessoas já se encontram num nível de pequenos detalhes, enquanto que noutros municípios ainda “estamos a explicar, em muitos casos, o bê à bá da reciclagem”, afirmou.

O “consultório” foi inaugurado pelo presidente da Câmara da Maia, acompanhado pelo vice-presidente, Paulo Ramalho, e pela vereadora do Ambiente, Marta Peneda, que referiu à nossa reportagem que a Maia tem sido pioneira na implementação da separação de resíduos e na recolha porta a porta, facto que contribui para o alcance dos sucessos atuais, como demonstram os números.

Marta Peneda sublinhou a satisfação pela “adesão ter sido grande” a esta ação da LIPOR e lembrou que a Maia revela “índices extraordinários, pois aquilo que foram as metas indicados pelo PERSU (Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos) para 2020 andam pelos 38% e a Maia, já no final do primeiro semestre de 2019, alcançava um índice de reciclagem de 46.35”.

A vereadora lembrou ainda que o concelho já está a implementar a recolha de orgânicos porta a porta. Depois de duas zonas piloto em moradias, o processo está a ser alargado também a prédios, abrangendo cerca de 35 mil habitantes, também estendemos o canal Horeca – hotéis, restaurantes e cafés – e contamos atingir com isso um valor de mais de 3.500 toneladas por ano.

A campanha seguiu para os restantes municípios da LIPOR: Gondomar, Valongo e Espinho.