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Ouro na trave impulsiona Filipa Martins para Campeonato do Mundo

Depois de duas medalhas conquistadas na recente Taça do Mundo, realizada em Guimarães (ouro na trave e bronze nas paralelas assimétricas), a ginasta olímpica Filipa Martins vai liderar a comitiva de três atletas que representará Portugal no Campeonato do Mundo (CM) de Ginástica Artística Feminina, de 4 a 13 de outubro, o principal evento de qualificação para o Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.

Além de Filipa Martins, a mais cotada ginasta portuguesa da atualidade – que procura assegurar nos Mundiais de Estugarda (Alemanha) a segunda participação olímpica na carreira, depois da estreia nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 -, estarão também em representação das cores nacionais Beatriz Cardoso e Mariana Pitrez, todas elas atletas do Acro Clube da Maia, acompanhadas pelos treinadores Joana Carvalho e José Ferreirinha.

Para Filipa Martins, nome que tem reescrito a história da Artística Feminina em Portugal com classificações inéditas em grandes competições internacionais, esta será a sexta participação consecutiva em Campeonatos do Mundo, sendo a primeira desde que se mudou para o Acro Clube da Maia, no início do corrente ano.

Para Mariana Pitrez, a participação em Mundiais também não é novidade, uma vez que esta será a sua quarta presença. Cabe a Beatriz Cardoso fazer a estreia como sénior na competição.

As ginastas que compõem a seleção portuguesa para estes Mundiais de Ginástica Artística Feminina entram agora na reta final de preparação para a competição, após as participações nas Taças do Mundo de Paris e de Guimarães, que serviram de ensaios para uma competição (CM de Estugarda) onde vão lutar por uma das vagas ainda disponíveis para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Uma vez que a equipa nacional de Portugal não se qualificou entre as primeiras 24 equipas no CM do ano passado, apenas poderá competir individualmente com um máximo de três ginastas na competição deste ano, tendo sido selecionadas para o efeito estas três atletas do Acro Clube da Maia.

Como no CM de 2018 já se qualificaram as primeira 3 seleções para os JO de 2020, este ano qualificam-se os restantes 9 países que competirão coletivamente em Tóquio no próximo ano, além das primeiras 20 ginastas das qualificações, retirando aquelas que fazem parte das equipas nacionais apuradas. Qualificam-se também as 3 primeiras classificadas em cada um dos 4 aparelhos, desde que não pertençam às seleções já qualificadas.

“É precisamente esse o principal objetivo desta competição, sobretudo para a Filipa Martins: conseguir um desses 20 lugares para se qualificar para os Jogos Olímpicos. Em último recurso, sobrarão duas vagas para qualificação no próximo Campeonato da Europa de 2020”, refere o treinador José Ferreirinha em nota de imprensa.

O técnico explica ainda que se trata de um momento muito competitivo: “apesar de parecerem muitos os 20 lugares disponíveis, a verdade é que há muitas ginastas a disputar uma dessas vagas, principalmente da Europa, mas também da América Latina e Ásia, pelo que a Filipa deverá competir bem para assegurar uma segunda participação olímpica”.