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Maiato no Reino Unido contestou devolução de votos nas Legislativas

O maiato Paulo Viana, que foi candidato cabeça de lista pelo Círculo Europeu pelo JPP (Juntos Pelo Povo) nas últimas Legislativas, contestou os resultados das eleições devido a diversas irregularidades, em especial o facto de diversos envelopes de envio do voto dos emigrantes no Reino Unido terem sido devolvidos.

O JPP e Paulo Viana (que reside atualmente no Reino Unido) constestaram junto do Ministério da Administração Interna “a devolução de 87500 envelopes” apenas no Reino Unido, alegando que muitos emigrantes não votaram. O partido relatou o mesmo problema também “no Canadá, EUA, Macau, Nova Zelândia, Austrália, etc.”

De acordo com Paulo Viana subsistiu outro problema: os envelopes eram demasiado pequenos para colocar o boletim de voto dentro.

Na contestação também subscrita por Paulo Viana, coloca-se a questão ao MAI – “porque razão o Consulado de Manchester e Londres estarem abertos para votação em dias de Campanha Eleitoral, caso dia 24, 25 e 26 de Setembro.”

Paulo Viana referiu ao Primeira Mão que não considera ética esta situação, sublinhando que, “estando a meio da campanha eleitoral, muitas pessoas ainda não tinham decidido em quem votar, pois não conheciam na totalidade as propostas dos diversos partidos”.

O MAI respondeu ontem ao ofício do cabeça de lista pelo Círculo Europeu do JPP, Paulo Viana, esclarecendo que, “entre 3 e 7 de setembro, foram expedidos 1.464.514 sobrescritos destinados aos eleitores portugueses residentes no estrangeiro, para um universo de 186 países. Em particular, para o Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), a Secretaria Geral da Administração Interna – Administração Eleitoral (SGAI-AE) expediu 124.281 sobrescritos no dia 6 de setembro”.

Quanto às devoluções o MAI explica que até ao momento recebeu de vários países “142.054 sobrescritos”, sendo “9.053 cartas de resposta do Reino Unido.” E no que respeita aos motivos da devolução são apontados os seguintes: “Não habita no endereço indicado”; “Não reclamado”; “Falecido”, ou “Não indicando o Motivo da Devolução”.

No que respeita à questão ética de votação nos Consulados entre 24 e 26 de setembro, o MAI lembra que decorre da legislação a realização do “voto antecipado do eleitores recenseados em território nacional deslocados no estrangeiro, junto das representações diplomáticas, consulares ou nas delegações definidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros”.