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Futuro da panificação é debatido na Maia

Na abertura do Congresso internacional sobre Panificação Tradicional Portuguesa, que decorre hoje, no Fórum da Maia, o presidente da AEP, Associação Empresarial de Portugal, Paulo Nunes de Almeida, referiu que o setor agroalimentar é um dos que mais tem crescido nos últimos anos.

No âmbito do projeto, denominado “O futuro da tradição”, a AIPAN – Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte leva a efeito o Congresso Internacional da Panificação Tradicional Portuguesa, cuja realização tem o apoio das outras duas associações empresariais do sector, a Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares, com sede em Coimbra, e a Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares de Lisboa.

Na sessão de abertura, Paulo Nunes de Almeida fez um retrato da última década das empresas agroalimentares, salientando que a panificação reside maioritariamente sobre empresas com menos de 10 trabalhadores, sendo um setor que dá emprego a mais de 120 mil pessoas.

Apesar de ter registado um crescimento nos últimos anos, o dirigente empresarial considera que ainda se regista um saldo negativo da balança comercial relativa às importações/exportações.

Assim, o dirigente empresarial deixou indicação de alguns importantes desafios aos empresários portugueses da panificação: “olhar o mercado global como uma oportunidade para as empresas; aproveitar o potencial aumento do consumo no mercado interno decorrente do elevado dinamismo do setor do turismo; ter capacidade de diferenciação face a produtos concorrentes que aparecem todos os dias; desenvolvimento de parcerias com entidades do sistema científico e tecnológico no sentido da transferência de conhecimento para o setor”.

O presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, na sua intervenção na sessão de abertura, salientou que “faz todo o sentido, que o pão seja historicamente invocado como o alimento de partilha e de comunhão”, numa terra (a Maia) que foi considerada “o celeiro do Porto”.

O autarca felicitou os congressistas e fez votos para que esta fosse “uma jornada produtiva em conclusões e compromissos de futuro, a bem da dignificação da profissão e do desenvolvimento desta atividade empresarial, que cria e sustenta muitos postos de trabalho e gera riqueza para as comunidades onde se integra”.

Durante os trabalhos, decorrem intervenções do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.