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Tema das migrações na foto premiado pelo World Press Photo

A exposição World Press Photo de 2019 estará no Fórum da Maia em novembro próximo. A foto vencedora já foi anunciada – “Menina a chorar na fronteira” de John Moore.

O americano é o grande vencedor do maior concurso de fotojornalismo do mundo. E o português Mário Cruz volta a ser premiado, desta vez ficou com o 3.º lugar na categoria de ambiente.

O rosto de Yanela Sanchez, a criança que chora na fronteira dos EUA, é aquele que marca a fotografia vencedora do World Press Photo 2019, da autoria de John Moore. À sua frente, a mãe é detida e levada sob custódia por funcionários da fronteira dos Estados Unidos da América.

A obra fotográfica data de 12 de junho de 2018 e recebeu o maior galardão fotográfico mundial, atribuído desde 1955, que premeia as imagens mais marcantes recolhidas no ano anterior em várias categorias.

O fotojornalista é correspondente da plataforma Getty Images e já fotografou em 65 países e seis continentes diferentes. A nomeação para este prémio não é novidade para este profissional, que também já venceu um Pulitzer e esteve entre os vencedores nas edições de 2012, 2008 e 2005.

O júri da 62ª edição avaliou 78.801 imagens captadas por 4.738 fotógrafos que concorreram ao prémio.

Entre o nomeados do concurso estava o fotojornalista português Mário Cruz, na categoria Ambiente, tendo ficado em terceiro lugar. A imagem mostra uma criança que recolhe materiais recicláveis deitada num colchão, rodeado de lixo, que flutua no rio Pasig, que já foi declarado biologicamente morto na década de 1990.

“Viver entre o que foi deixado para trás” é o título da imagem captada por Mário Cruz, que é fotojornalista da agência Lusa, mas desenvolveu este projeto a título pessoal sobre comunidades de Manila que vivem sem saneamento, junto ao rio, rodeadas de lixo.

Em 2016, o fotojornalista Mário Cruz já tinha conquistado o primeiro lugar na categoria Temas Contemporâneos, com um trabalho sobre a escravatura de crianças – dos meninos Talibés – no Senegal, que deu origem a um livro, depois de publicado na Newsweek, e que constituiu um alerta global.

De registar que, no Senegal, foram distribuídos panfletos com fotografias feitas pelo português, tendo sido resgatadas centenas de crianças graças a este seu trabalho.