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Fazer a Festa decorre de 28 de Maio a 3 de Junho

Já foi apresentada a 38ª edição do Fazer a Festa – Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude, esta tarde na Quinta da Caverneira. Nos palcos o festival vai decorrer de 28 de Maio a 3 de Junho, numa organização do Teatro Art´Imagem, nos vários espaços da Quinta da Caverneira, em Águas Santas, Maia, e em colaboração com a Câmara Municipal.

Esta edição dá seguimento ao novo figurino que foi apresentado no ano passado, voltando o Festival a focar-se nas “origens da sua apresentação, no ano de 1982”, com a apresentação de espetáculos para a infância e juventude e abertura de debates em que entram companhias e criadores – “um fórum anual dos que fazem, pensam, escrevem, divulgam e acompanham regularmente o teatro dirigido especialmente aos pequenos e jovens públicos”, afirmou José Leitão, do Art’Imagem.

Durante sete dias serão apresentados seis espetáculos diferentes em sete sessões programadas, sempre seguidos de conversas com os espetadores, denominadas “Vozes do Público”. 

As companhias participantes, seis no total, são as portuguesas Teatro do Noroeste-CDV, de Viana do Castelo; Fértil Cultural de V.N. de Famalicão e Quinta Parede, de Matosinhos e as espanholas vindas de várias regiões, Karlik Danza Teatro/La Nave del Duende, da Estremadura, Fundición de Sevilha & Oriolo, da Andaluzia e Txo Títeles, da Catalunha.

Os espetáculos  e companhias selecionados apresentarão peças de disciplinas teatrais e de autores e encenadores diversos, numa mistura de trajetos teatrais já consolidados e outros mais jovens, com temas e abordagens contemporâneas e que não esquecem o mundo em que vivemos.

Durante a semana os espetáculos decorrerão às 21h30, permitindo assim que crianças e jovens vejam os espetáculos com os seus familiares adultos e, ao fim de semana, durante a tarde. As peças programadas para a tarde decorrerão ao ar livre no espaço da Quinta e no Auditório.

O festival Fazer a Festa não esquece a sua história e presta homenagem a mestres do teatro. Nesta edição, haverá uma Exposição “Ex-votos Teatrais – José Caldas, 40 anos de Teatro” e uma homenagem a este autor e encenador brasileiro, que escolheu há muito exercer a sua atividade artística em Portugal. José Caldas também esteve ligado ao Art’Imagem e tem um percurso singular no teatro. Estas iniciativas de homenagem abrem o Festival.

Ainda no primeiro dia, com a presença de mais de duas dezenas de elementos que representam companhias, Festivais de Teatro, espaços e programadores, associações de teatro para a infância e Juventude, revistas e autores ou ensaístas, vindos de todo o país e de Espanha, sem esquecer a Galiza, falarão numa Tertúlia/Encontro sobre o tema “O lugar da Palavra no Teatro para os jovens públicos”.

Durante três dias (quarta, 28, quinta e sexta 30 e 31 de Maio e às 17h30)  na Biblioteca, decorrerá um programa de apresentação e divulgação do trabalho artístico de cinco companhias de teatro e um Festival,  Te-Ato de Leiria;  Festival I/D´Orfeu, de Águeda; Casa da Esquina, de Coimbra; Carruagem, do Porto, PIM Teatro de Évora e Teatro O Bando, de Palmela.

Uma Feira do Livro e de Textos de Teatro para os mais novos decorrerá durante esta edição.

No dia derradeiro do Festival teremos o “Último Ato”, uma reflexão crítica sobre os espetáculos e programação apresentados, onde dois criadores convidados, depois de assistirem a todos as peças, irão partilhar e debater com todos a sua opinião. Os dois convidados representam duas gerações diferentes do panorama teatral, a jovem Ana Madureira e o experiente homem de teatro (do Pé de Vento) João Luís. Um derradeiro, mas “difícil ato”, sublinhou José Leitão.

Pelas 18h00, 3 de Junho, antes de um encontro final de confraternização que juntará os participantes no Fazer a Festa, o Teatro Art´Imagem apresentará os exemplares nº 1 e 2 dos “Novos Cadernos Fazer a Festa”, que darão a conhecer as atas dos debates e encontros que o Festival tem vindo a realizar e versarão também diversos aspetos do teatro para os mais novos, saindo, a partir de agora em cada edição do Festival.

Um Festival que junta a apresentação de espetáculos e um conjunto de mais de meia centena de profissionais e criadores em encontros, debates, exposições e publicações, que se pretende possa constituir no futuro uma espécie de “observatório da atualidade e memória do teatro que se fez, que se faz e que se deve fazer para os mais novos públicos”, referiu o diretor artístico do Teatro Art’Imagem.