Aberta a Garagem da Vizinha

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A Garagem da Vizinha está de portas abertas. Não se trata da música do artista popular Quim Barreiros, mas sim de uma exposição de arte contemporânea, encabeçada pelo artista maiato Mário Silva. O certame, que abriu ao público na passada sexta-feira, nove minutos depois das 19h00, acolhe obras de nove artistas consagrados e de outros nove menos conhecidos.

O nome não é obra do acaso. A exposição realiza-se nas antigas oficinas da Maiauto, junto ao Fórum da Maia. Pouco antes da abertura da porta principal da garagem, o reboliço já se fazia sentir na Travessa Padre António. “A Garagem da Vizinha vai abrir as portas agora!” foi a única frase pública de Mário Silva, mais conhecido por Mazza, captada pela comunicação social. O anfitrião do certame recusou prestar declarações aos jornalistas. Já no interior da garagem, os fatos de macaco, o óleo, os pneus e o monóxido de carbono foram substituídos pela pintura, música, escultura, fotografia e dança.

Um espaço inovador que faz falta à Maia. O presidente da autarquia maiata, Bragança Fernandes, esteve presente na inauguração do evento. É intenção do responsável máximo pela Câmara da Maia criar um espaço semelhante ao que se pode ver na mostra Garagem da Vizinha. Bragança Fernandes gostou da exposição e disse que “o espaço que se vê aqui é um espaço que eu quero criar aqui na Maia”. Para aumentar a oferta cultural do concelho, o autarca considera importante que exista um espaço “para os artesãos, para os pintores, para os artistas que queiram desenvolver e mostrar a sua arte”. Bragança Fernandes aproveitou ainda para dar os parabéns ao organizador, Mário Silva, pelo esforço desenvolvido em prol da cultura maiata.

Pela Garagem da Vizinha, podem ver-se obras dos jovens artistas André Alves, André Silva, Cláudia Lopes, Dalila Gonçalves, Daniel Gamelas, Inês Gama, Maria Sottomayor, Mazza e Renata Carneiro, par a par com os trabalhos de artistas consagrados, como Ana Maria, Franchini, Henrique Silva, João Carqueijeiro, Margarida Leão, Marian Van der Zwan, Rui Anahory, Sílvia Carreira e Susana Bravo.

A arte também se ensina e se ouve. Integrados no programa da Garagem da Vizinha, estão várias actuações musicais e workshops de desenho e percussão. O programa para este fim-de-semana é recheado. O fim da tarde de hoje é de experimentalismo musical, levado a cabo por Tiago Rodrigues. Às 19h00 arranca o “Visual Visual Visual” e a entrada é só por convite. No dia seguinte, a percussão vai ecoar na Garagem. Às 21h30 sobe ao palco a “Kukiiro”, uma orquestra de percussão. A entrada custa 4 euros e 99 cêntimos. Domingo é noite de cantar português e dar “Cartas ao Fado”. O bilhete custa 6 euros e 99 cêntimos.

O objectivo da exposição é repensar as fronteiras dos espaços artísticos institucionais, e aproximar os artistas do público. As obras expostas são para venda, custam 1 euro e 99 cêntimos e todos os lucros revertem para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a entidade escolhida pela organização para ser apoiada. A Garagem da Vizinha fecha portas no dia 17 deste mês.