Capital do Móvel a visitar até domingo

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Até domingo, está de portas abertas a 35ª Capital do Móvel, feira de mobiliário e decoração de Paços de Ferreira. O evento pode ser visitado no Parque de Exposições Capital do Móvel, entre as 10h00 e as 23h00.

No sábado, na altura da inauguração do certame, o secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, deixava a garantia de que o Governo tudo faria “para contribuir para o desenvolvimento do sector, porque “todos somos poucos para enfrentar as dificuldades”. O governante evidenciou ainda o papel de Paços de Ferreira “num sector de grande importância para a economia nacional”, disse Fernando Medina, destacando o facto de o mobiliário ser “um contribuinte líquido positivo para a balança comercial” de Portugal.

Para justificar a importância, o secretário de Estado destacou três componentes que considera fundamentais: “o facto de assentar em factores endógenos, possuir base e capital de conhecimento e as suas empresas serem capazes de identificar os factores críticos de sucesso”.

Aproveitando a presença de inúmeros empresários e alguns governantes locais, Fernando Medina pedir às empresas um maior investimento. Disse, ainda, estar já disponível uma linha de crédito destinada aos projectos aprovados através do QREN, a qual prevê 270 milhões de euros só para a área da madeira e do mobiliário.
Ainda durante a sessão da abertura, o presidente da direcção da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), entidade que organiza o certame, falou nos desafios futuros que “serão, porventura, muito mais exigentes do que os vividos até hoje”.

Por isso, Hélder Moura apelou ao funcionamento em pleno do Cluster do Mobiliário, “organismo que tem como principal papel assumir o estatuto de representante único das empresas e associações sectoriais e regionais”, o qual deverá ver reconhecido esse estatuto junto do Governo.

O presidente da AEPF entende ainda que “o Estado não deve contribuir para a eventual divisão do sector e não poderá permitir que projectos relativos ao mobiliário sejam aprovados se estes não forem elaborados ou avalizados pelo cluster” e deve, acrescenta, “reconhecer o Cluster como o único interlocutor válido quando se trata de assuntos relacionados com um dos sectores que mais contribui para uma balança comercial positiva”.

Hélder Moura afirmou ainda que a acção do cluster começa a fazer-se sentir, através das empresas associadas e da criação do Conselho Técnico e Científico, “constituído por empresários com um percurso profissional de inegável qualidade, altos representantes das Universidades do Porto, Minho, Viseu e do Instituto Politécnico do Porto, bem como das câmaras municipais de Paços de Ferreira e Paredes”.

A associação empresarial vai ainda auxiliar o Cluster na criação de dois centros tecnológicos: o Centro Avançado de Design e o Centro de Inovação do Mobiliário, cujas candidaturas vão avançar em breve.

Já o presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira mostrou-se satisfeito com a presença do secretário de Estado na inauguração da Capital do Móvel. Pedro Pinto acredita que o sector tem conseguido evoluir depois de ter tido uma maior atenção do Ministério da Economia a Paços de Ferreira. O autarca mostrou-se mesmo desagradado com “a ignorância dos governantes sobre o sector” revelada ao longo de muitos anos, considerando que o mobiliário português rivaliza com o italiano em termos de qualidade. Mais, “o mobiliário de Paços de Ferreira ultrapassa em qualidade e design o que se produz na Galiza”.