Festival de Música anima a Maia a partir deste sábado

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Arranca este sábado mais uma edição, a XVII, do Festival de Música da Maia. Todos os fins-de-semana do mês de Maio vão ser apelativos para os amantes de boa música. Essa é a pretensão do pelouro da Cultura da Câmara Municipal que aposta, mais uma vez, em diferentes géneros musicais para agradar a um público o mais diversificado possível. A abertura da edição 2011 está a cargo de Sequeira Costa, “um dos maiores pianista de sempre. O concerto está agendado para as 21h30, no Fórum da Maia.

Para o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia, Mário Nuno Neves, a programação corresponde àquilo que é já uma tradição do festival que é “oferecer ao seu público um conjunto de espectáculos de natureza distinta dentro dos vários géneros musicais mas todos enquadrados pela mesma bitola que é a bitola da qualidade. Não penso que haja alterações a este nível em relação à filosofia do festival”, acrescenta.

Por isso, a promessa é que em todos os fins-de-semana surjam estilos musicais diferentes. Aliás, “essa é a marca do Festival de Música da Maia”. “Em vez de ser um festival de género musical, é um festival com uma oferta variada, tem espectáculos de música ligeira, tem espectáculos de jazz, tem espectáculos de música clássica e sempre foi assim. É um festival de música que procura oferecer às pessoas produtos que correspondam aos gostos de públicos distintos”, justifica.

A edição deste ano conta com artistas nacionais, na sua grande maioria, passando por Sequeira Costa, Trio de St. Petersburgo, João Lima, Orquestra de Câmara da Maia, Fado em Si Bemol, Orquestra e Coro do Conservatório de Música da Maia e Couple Coffee, entre outros nomes sonantes.

E se em tempos o festival trazia à Maia nomes mais conhecidos do público em geral, nos últimos anos mantém uma linha diferente por opção. No entanto, “temos de ter a noção de que as vedetas do momento normalmente são os artistas mais caros e nós temos de ter presente que vivemos em tempos de uma aguda crise económica e financeira e temos de lidar com essa situação”, afirma o vereador da cultura.

Certo é que, garante o autarca, o festival vai continuar a “oferecer qualidade”. “Isso é indiscutível, agora não podemos desperdiçar recursos quando o próprio mercado nos proporciona produtos, que do ponto de vista da qualidade, muitas vezes, igualam ou superam esses nomes de ribalta circunstancial”.

Para a edição deste ano do festival, com excepção para as questões de logística, a edilidade não pagar para nada. “Nós conseguimos fazer um festival em que não vamos gastar dinheiro nenhum em cachet, ou seja, vamos dividir o risco do festival, o risco de cada espectáculo, com os próprios artistas que participam”. Isto quer dizer que eles vão ganhar aquilo que for a receita da bilheteira.

Mário Nuno Neves acredita que, de uma forma geral, vão ser dias de casa cheia porque “os os artistas convidados a participar neste festival são bons, e portanto, julgo que há todas as condições para que as pessoas possam participar no festival”.

O preço dos bilhetes para o festival são então preços meramente simbólicos. Assim os concertos de Sequeira Costa, Time Warp, Trio de St. Petersburgo, Luíz Avellar, Osquestra de Câmara da Maia, Orquestra e Coro do Conservatório de Música da Maia e Jazz Legacy têm o preço de 2,50 euros cada; os concertos de Couple Coffee, The Lucky Duckies e Fado em Si Bemol, custam 5 euros; e o recital de piano de João Lima será gratuito.

A bilheteira funciona no Fórum da Maia, de segunda a quinta-feira, entre as 09h00 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 18h30, à sexta-feira o horário da tarde é alargado até às 21h00, ao sábado entre as 16h00 e as 18h30 e as 19h30 e as 21h30. Aos domingos a bilheteira funciona entre as 16h00 e as 17h00.

Isabel Fernandes Moreira