Teatro Cómico sobe hoje ao palco

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Esta noite, quando forem 22h30, baixam-se as luzes, abrem-se as cortinas do Grande Auditório do Fórum da Maia e sobe ao palco a peça “Clown in Libertá” para a abertura de mais um Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia. Antes disso, às 21h30, “Funky Junk” vai animar o espaço exterior. O evento, que vai na sua 16ª edição, este ano sob o lema “Muito riso, muito siso”, é organizado pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia e tem direcção artística do Teatro Art’Imagem.

“Muito riso, muito siso” porque, mais uma vez, o festival faz questão de fugir ao humor fácil, procurando um humor inteligente, afirma o director artístico do festival, José Leitão. “Nós queremos mostrar que não é por rir que as pessoas não têm inteligência e este festival tem vindo a mostrar que a inteligência está ligada à critica, à gargalhada, ao sorriso, ao rir e mais uma vez o festival é muito ponderado em termos daquilo que apresenta”, justifica.
José Leitão acrescenta que nunca quiseram “navegar em águas fáceis” e que souberam sempre “escolher a qualidade” do espectáculo.

Até ao próximo dia 10 de Outubro, pelo palco do grande auditório, espaço exterior ao fórum e pelo café-teatro vão passar 27 companhias – 12 estrangeiras e 15 portuguesas.
São 12 companhias estrangeiras oriundas da Austrália, Itália, Polónia, de diferentes regiões de Espanha, Brasil, Bélgica e Ucrânia.

Das 15 companhias nacionais, José Leitão chama a atenção para a repetente Companhia do Chapitô, e para a Comédia a La Carte, “que fez grande sucesso na Maia há dois anos”.
Ao todo, durante os dias do festival, vão realizar-se 34 espectáculos diferentes, 17 portugueses e 17 estrangeiros. São 25 espectáculos teatrais e nove animações de rua, que vão movimentar cerca de 150 profissionais das diversas áreas do teatro.

José Leitão ressalva ainda que o festival foi o responsável pela introdução em Portugal de alguns géneros que não eram comuns. É o caso dos espectáculos de Mimo e pantomima, “que não vinham a Portugal”; a multi-comédia, “espectáculos onde a palavra não tem grande expressão, mas são protagonizados por comediantes que nos dão espectáculos multifafacetados. Destaque nesta categoria para a presença, pela terceira vez, do belga Elliot, “que veio a Portugal pela primeira vez pela mão do Festival de Teatro Cómico da Maia e que depois passou por todas as televisões”.

A organização estima que passem pelo Fórum da Maia, “tal como em anteriores edições”, mais de 12 mil espectadores.
Paralelamente ao festival, é também inaugurada a exposição “À volta da Máscara. Trata-se de uma exposição de máscaras elaborada pelo Teatro Art’Imagem em colaboração com a associação Terra na Boca e do grupo de Teatro Amador da Maia, o Fantocheiro, que emprestou as máscaras que produziu para o seu espectáculo, “Vem aí os mascarados” e que é nada mais nada menos do que uma história da máscara desde a antiguidade até aos nossos dias.

Isabel Fernandes Moreira