7 Devaneios regressa em Setembro com Cinema na Terra

0
151

Chegou ao fim o ciclo “Porta Aberta P’ra Cultura”, cuja última iniciativa decorreu no passado dia 16 de Julho, no auditório da Junta de Freguesia de Nogueira, com quem a 7 Devaneios – Associação Cultural tem um protocolo. Durante os últimos meses, a freguesia recebeu diversos grupos ligados a várias áreas culturais e artísticas e o auditório acolheu, entre outros, eventos de música, de dança, de teatro e magia.

De acordo com a presidente da direcção da associação, Ana Leite, o ciclo de eventos tinha como objectivo fazer chegar a cultura não só às pessoas da freguesia de Nogueira, mas também a outras que não sendo da freguesias quisessem participar. Aliás, “o intuito era fazer actividades para as pessoas da freguesia, que são o nosso público prioritário, mas também levar à freguesia de Nogueira pessoas de outras freguesias e até de outros concelhos e que pretendam também conhecer as nossas actividades”.

Apesar do balanço ser positivo, a verdade é que não têm conseguido ter sala cheia como desejavam. Mas “sabemos que é um trabalho persistente, que exige muita dedicação e que deve ser continuado”, justifica Ana Leite. “Nós tentamos fazer com regularidade, todos os meses, actividades para que as pessoas da freguesia possam criar um hábito e possam aparecer mais vezes”, sublinha a responsável.
Agora, decidiram terminar com o ciclo Porta Aberta P’ra Cultura, que encerrou com a performance de Ricardo Leitão Pedro “O Alaúde no caminhar dos Séculos XVI e XVII” e iniciar um ciclo diferente que vão ainda estudar. “Vamos ainda ponderar o que é que vamos fazer para também não se esgotar e não se tornar cansativo e agora vamos reunir, avaliar o que correu bem e o que é que correu mal e pensar noutras actividades para a freguesia”.

Apesar de não terem tido casa cheia Ana Leite adianta que o número de pessoas foi aumentando de actividade para actividade. “Verificamos precisamente isso que das primeiras vezes as pessoas não estavam ainda familiarizadas com as actividades culturais. Por exemplo, não era muito habitual no auditório da Junta de Freguesia em si porque há outras actividades que se vão fazendo na freguesia, mas nós quisemos, no fundo, abrir um espaço do poder às pessoas e chamá-las a um espaço que é de todos, mas notamos uma evolução sim”, garante a dirigente.

Questionada sobre a 7 Devaneios, Ana Leite verificou que o público de Nogueira é “bastante” específico, mas também existem novos nogueirenses a quem se adequam as actividades programadas. No entanto, recorda que a maior parte dos grupos participantes era associações do concelho da Maia ou grupos de música do município, contudo, o objectivo era ter actividades mais eruditas, e a última terá sido a mais erudita, “para educar as pessoas para essas actividades mais eruditas”. “No fundo todas as iniciativas, até aquelas aparentemente mais elitistas devem ser para todos, todas as pessoas podem e devem ouvir, têm é que ser preparadas e ‘educadas’ para isso. Há actividades que não devem ser desenvolvidas se as pessoas não estiverem preparadas para elas e isso no fundo é um trabalho paralelo que nós gostávamos de fazer na freguesia, junto da população, mas tudo leva o seu tempo, claro”, acrescenta.
Desistir é que não faz parte dos planos da 7 Devaneios. Por isso, terminado este ciclo “que no fundo era uma espécie de anúncio que Nogueira tinha iniciado um programa cultural que vai ser continuado”, já estão a pensar numa outra actividade não só voltada para a freguesia de Nogueira mas outras freguesias do concelho da Maia, que vai arrancar em Setembro.

É que apesar do protocolo com a Junta de Freguesia de Nogueira a associação desenvolve actividades com outras entidades e procura, sobretudo, trabalhar em rede porque acredita que o trabalho em rede é “muito melhor e consegue-se um trabalho mais profissional e com mais qualidade porque são várias entidades a ajudarem-se umas às outras”, justifica.
Trata-se então da segunda edição do Cinema na Terra que realizaram pela primeira vez em Setembro do ano passado, em colaboração com o Cine Clube da Maia.
Agora, é tempo de balanço, reunir, pensar em novos projectos e férias. Mas antes das férias há que deixar tudo preparado para em Setembro arrancar o Cinema na Terra. “Vamos fazer um festival com algumas alterações para superar o sucesso de 2010”.

Isabel Fernandes Moreira