A história comparada das religiões em 12 lições

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“12 Lições da história comparada das religiões”. Este é o título do livro de Raul da Cunha e Silva, apresentado no passado sábado, no Fórum da Maia. A obra procura comparar as religiões ao longo da história. “Se formos aos tempos primordiais, desde o início da humanidade até agora, verificamos que os grandes temas, seja do politeísmo seja do monoteísmo, são iguais. Deus, o diabo, o céu, o inferno, as religiões, a alma, a imortalidade da alma, são os mesmos”, refere o autor do livro.

Raul da Cunha e Silva não quis, nesta obra, “ser muito profundo”, ainda mais, porque estamos num “ambiente que é católico a 100 por cento”.

Uma das conclusões que se pode retirar deste conjunto de 12 lições é de que “as religiões são praticamente todas iguais, sobretudo o monoteísmo (crença em um só Deus), como o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo”. Dá como exemplo o conceito de “céu” que no Judaísmo, Islamismo e Cristianismo, é “mais ou menos igual”. Assim como, “muitas outras coisas que são semelhantes, embora, com nomes diferentes”.

Por isso, diz que este livro leva o leitor a admitir que “qualquer cidadão deste mundo, desde que tenha uma religião e a cumpra, tem tantas hipóteses de se salvar como aqueles que até agora pensavam que tinham o monopólio da salvação”.

O autor e professor escolheu o tema da religião por considerar que “na origem de todas as religiões está a religião cósmica”. “A partir do século 18 e até muito antes, discutia-se muito a origem dos Deuses e a religião dos outros. Inclusivamente quando os portugueses chegaram à Índia e ao Brasil ficaram espantados com os actos e os hábitos religiosos que eles praticavam. Depois, as pessoas começaram a estudar e viam que todos admitem Deus, o Inferno, o diabo, a imortalidade da alma”, acrescenta.

Para além de presidente do Instituto Cultural da Maia, Raul da Cunha e Silva lecciona a disciplina de História Comparada das Religiões naquele instituto sénior. Por isso, a obra agora apresentada foi adoptada por aquela disciplina. “Pensamos que se vai espalhar e difundir e que pode prestar um hábito cultural a pessoas que tenham cultura”, diz. É que de acordo com o autor, este é um livro mais adequado a pessoas com um nível cultural mais elevado, uma vez que se trata de uma obra científica.

Para além das religiões monoteístas, como o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo, Raul da Cunha aborda as religiões politeístas (crença em mais do que uma divindade), como o Hinduísmo, Bramanismo, o Budismo Tibetano, as religiões da China e do Japão.

Na cerimónia da apresentação estiveram presentes, José Jorge Alves da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Frei Geraldo Coelho Dias que considerou a obra muito importante, uma vez que o tema das religiões há muito que não era abordado por autores portugueses.

E sublinhou ainda o facto de este ser um livro que “mostra o interesse das religiões, porque todas elas, muitas vezes combatendo-se por razões políticas, acabam por mostrar que o homem é o mesmo diante Deus e que o homem não pode passar sem Deus”.

Fernanda Alves

1 COMENTÁRIO

  1. Parabens pela ideia de tal edição, é concerteza um trabalho bastante interesante. Fico satisfeito em saber da existência de tal livro.Só peço o favor de me informarem onde/como, posso vir adquiri-lo e qual o valor, para que logo que me seja possivel o adquira, dado que é uma ârea pela qual me interesso bastante.

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