A natureza na objectiva de António Azevedo

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Inaugura amanhã, 21 de Março, às 15h00, na Cafetaria Mira Parque, na cidade da Maia, a exposição “Pappillon”, com imagens construídas pelo fotógrafo maiato António Azevedo.

Esta exposição tem uma história, como aliás, acontece com quase todas as obras de Arte. Partindo da expressão “…se não fosse mulher, gostava de ser borboleta…”, verberada por uma amiga sua, no calor de uma conversa animada sobre a herança de Charles Darwin, António Azevedo não mais parou de pensar e tentar captar essa magia misteriosa que exerce sobre os seres humanos, a beleza das formas e do cromatismo das borboletas.

A sua paleta, os seus pincéis e tintas traduzem-se na sua objectiva, na câmara e no laboratório, ambiente onde manipula o material fotografado, conferindo-lhe uma dimensão ainda mais plástica, enfim, imprimindo-lhe o toque final que só um artista consegue, graças à sua imaginação criativa, e, mormente, aos olhos do coração, os únicos capazes de ver, muito para além do olhar.

Cada fotografia, cada montagem, em suma, cada imagem é, em boa verdade, um olhar sobre esses seres vestidos de rara beleza, cujo encanto reside também na Liberdade que é voar e que o artista, não raras vezes, também ousa experimentar, na sua Arte.

Entre um trago de café e dois dedos de conversa, dê uma volta pela exposição e descubra a sensibilidade impressa em forma de imagens que são muito mais do que simples fotografias.

Victor Dias