Artistas maiatos participam na fábula musical “Pedro e o Lobo”

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O Teatro Sá da Bandeira, uma das mais emblemáticas salas de espectáculos da cidade do Porto, recebe nos próximos dias 5, 6 e 7 de Junho a estreia da peça “Pedro e o Lobo”, uma história infantil contada através da magia da música. Vai ser apresentada por um grupo de jovens da Escola de Teatro Sanctus Mamethus, com encenação de Jorge Sousa.

A peça original foi composta por Prokofiev, em 1936, com o objectivo pedagógico de apresentar às crianças as sonoridades dos diversos instrumentos. “É uma fábula musical, onde os instrumentos têm grande importância, porque os personagens desta história são representados pelos instrumentos. Além disso, vamos ter representação e dança”, explica o encenador e fundador da escola de teatro, Jorge Sousa. Pedro, o avô, o Lobo, o pássaro, a pata, o gato e os caçadores são os personagens principais da peça, sendo que a cada um deles corresponderá uma sonoridade. A apresentação formal dos personagens, que são 10, e do respectivo instrumento será feita por uma Maestrina, no início do espectáculo, possibilitando ao público “identificar e associar o instrumento ao actor e à personagem”, diz o encenador.

De referir ainda que cerca de metade do elenco do espectáculo é constituído por jovens maiatos que integram o Grupo Vitae, de Gueifães, do qual Jorge Sousa é um dos fundadores. Quando criou a escola de teatro, alguns desses jovens acompanharam-no, integrando actualmente o elenco da Escola de Teatro Sanctus Mamethus que tem já quatro anos de existência. O nome da escola é alusivo ao nome ancestral da terra de origem, S. Mamede de Infesta.

Desde a sua criação, a escola conta já com diversas actuações, tanto no auditório da escola como noutras conhecidas salas de espectáculos do país, como o Sá da Bandeira, Exponor, e diversos pavilhões de congressos e auditórios municipais. Para além da participação em vários festivais de teatro. Sempre com grande aceitação por parte do público. Um fenómeno que para Jorge Sousa, “aconteceu muito depressa, e que se deve ao trabalho e vontade de querer aprender e fazer bem”. “Há uma vontade enorme de fazer coisas bonitas e que tenham algum sentido e aceitação por parte do público”, acrescenta o encenador. Actualmente, a escola tem várias turmas de teatro, divididas por escalões etários. E já conta com algumas produções de sucesso. Nomeadamente, o projecto “Conta-me Histórias” que já vai no seu terceiro ano de existência no Teatro Sá da Bandeira, com várias representações. São espectáculos musicais que dão uma nova roupagem a obras bem conhecidas, como a “A Carochinha e João Ratão”, “João e Maria” e “Capuchinho Vermelho”. E agora, com o “Pedro e o Lobo” que trará ao palco duas turmas de jovens actores.

Mais do que uma peça de teatro, “Pedro e o Lobo” é um espectáculo com uma vertente pedagógica. “Tem muito a ver com o despertar para o gosto pela música, pelo gosto do teatro e da dança. Vai-se passar naquele palco, um bocadinho de tudo”, assegura Jorge Sousa.

Jorge Sousa adianta ainda que já tem alguns convites agendados para levar este espectáculo até outros pontos do país. O encenador não esconde ainda o desejo de um dia trazer o “Pedro e o Lobo” até junto do público maiato, até pela ligação existente entre os músicos do espectáculo e a Maia. “Alguns dos músicos que vamos ter em palco fazem parte do Conservatório de Música da Maia. Gostaria imenso de ir ao Fórum da Maia fazer um ou dois espectáculos. Vamos trabalhar nesse sentido”, referiu.

Fernanda Alves