Bienal da Maia é um espaço de “construção de identidade”

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Arrancou no dia 22, a V Bienal da Maia, apresentada pelo vereador da Cultura da Câmara da Maia como um espaço de “construção de identidade”, a identidade maiata, após momentos de rutura com o passada, uma terra profundamente rural, mas que fruto do desenvolvimento das últimas duas décadas, se tornou um município com um grande pendor industrial.

Há muita gente que veio de fora, escolheu a Maia como terra de adoção e, sublinhou Mário Nuno Neves, “queremos que essas pessoas se envolvam com a Maia e se tornem cada vez mais construtores desta cidade”.

Mobilizados cerca de 50 artistas nacionais e internacionais

Entre 22 de junho e 30 de setembro de 2017, a cidade da Maia recebe a quinta edição da Bienal da Maia, um projeto com a organização conjunta do Centro Empresarial da Lionesa e da Câmara Municipal da Maia, marcada pela mobilização de dezenas de artistas emergentes e já consagrados.

Através de várias propostas artísticas, que cruzam e interpelam as artes visuais e as performativas, esta 5ª Edição da Bienal da Maia irá ocupar mais de dez espaços do património da cidade da Maia, como o Venepor, o Fórum, o Parque Central, os Silos do centro empresarial 3Ás, o Aeroporto, a Praça Doutor Vieira de Carvalho, e também muitos dos percursos públicos entre palcos da Programação, com diferentes exposições e ações performativas, dirigidas a públicos de todas as idades e gostos.

Palcos, espaços culturais e a rua recebem a arte

O objetivo do evento é, através de uma programação transversal, criar um diálogo entre os diferentes espaços intervencionados, as obras que os habitam e a Maia e os maiatos que as acolhem. Os palcos e paredes, ruas e praças da Maia, serão invadidos por performers e telas, esculturas e edifícios, da autoria de mais de cinquenta artistas nacionais e internacionais.

“Os visitantes terão a possibilidade de conhecer novos nomes e trabalhos artísticos do panorama atual. Tivemos a preocupação de criar um evento cultural acessível a todos, com o intuito de chamar as pessoas para a arte na sua melhor forma”, refere Mário Nuno Neves, vereador da Cultura.

Além de áreas como as artes plásticas, a ilustração, a instalação, a escultura, a media art, a intervenção artística nos silos do Centro Empresarial 3 Ás, acrescem ainda o novo circo, a música e uma carrinha ambulante de Arte e Educação que transporta vários conteúdos da Bienal e permite que o serviço educativo desta Bienal esteja nos locais onde a arte sucede e também na rua, para onde a arte se expande.

Angélica Santos