Cineclube da Maia recorda “Elis”

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O Cineclube da Maia continua a promover opções cinéfilas de qualidade. Assim, no dia 24 de fevereiro, às 17h30, será exibido no Auditório Venepor o filme “Elis”, do brasileiro Hugo Prata.

Elis é um drama produzido em 2017 para maiores de 12 anos sobre um dos maiores ícones da música brasileira – Elis Regina Carvalho Costa, popularmente conhecida como Elis Regina.

A cantora nasceu em Porto Alegre (Brasil), a 17 de Março de 1945. Uma das maiores representantes do género musical MPB (música popular brasileira), descolava-se da estética da Bossa Nova pelo uso da sua extensão vocal e dramatismo.

Depois de quatro LP’s gravados — “Viva a Brotolândia” (1961), “Poema de Amor” (1962), “Elis Regina” (1963), “O Bem do Amor” (1963) — a cantora foi a maior revelação do festival da TV Excelsior, em 1965, ao cantar “Arrastão” de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Esse momento granjeou-lhe o convite para atuar na televisão nacional e, pouco depois, valeu-lhe o título de primeira estrela da canção popular brasileira.

Ao longo da sua carreira, destacou-se também por cantar músicas de artistas, à época, pouco conhecidos, ajudando-os na promoção das suas obras junto ao público brasileiro. São disso exemplo Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior, Renato Teixeira, Aldir Blanc ou João Bosco. Elis morreu a 19 de Janeiro de 1982, com apenas 36 anos.

Apesar da controvérsia, os exames provaram que se deveu a uma “overdose” de cocaína, embora, na altura, muitos acreditassem ter sido vítima da ditadura. A sua morte prematura chocou profundamente o seu país e o mundo.

Com Andreia Horta como protagonista, o filme conta ainda com a participação de Caco Ciocler, Lúcio Mauro Filho, Júlio Andrade, Zé Carlos Machado, entre outros.

O percurso de Hugo Prata como realizador vem da música, da realização de vídeos musicais. Era natural que o seu filme de estreia na ficção fosse sobre uma figura da música brasileira. Escolheu Elis Regina, a cantora que mais influenciou artistas de outras gerações…

Em entrevista ao Diário de Notícias o realizador explicou o objetivo com que realizou o filme: “Além da grande artista que foi, interessava-me falar do seu papel maior no que toca a um exemplo para as mulheres no Brasil. Ela liberou um movimento feminino! Naqueles anos da ditadura, falava o que pensava e pagou caro por isso. Para este projeto, sempre me interessou captar o arco dramático desta vida. O filme tenta ajudar a que possamos compreender por que razão Elis se fragilizou tanto no final da sua vida, aos 36 anos.

As pessoas não sabem que ela apenas se envolveu com drogas nos seus últimos meses de vida. Queria mostrar o que fragilizou este mito e acho que conseguimos captar a essência da Elis. Todos os que conviveram e conheceram Elis Regina aprovaram o filme”.

(Preço: 3,50€ normal | 3,00€ estudante | 1,40€ associado)

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