Cineclube da Maia tira férias com… Cinema na Relva

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Cinema na Relva

A 6ª edição do Cinema na Relva estreou no dia 22, com o filme premiado em Holywood, “O Caso Spotlight”, de Tom McCarthy, que foi exibido no Parque Central da Maia. O Cineclube da Maia passa os filmes ao ar livre, a partir das 22h00, de forma gratuita, no mês de julho. A atividade começou de forma tímida, numa área mais periférica do Parque e foi crescendo, a cada ano, ao ponto de captar as atenções, geralmente, a uma plateia entre as 100 e as 200 pessoas.

Marcos Maia, do Cineclube da Maia, refere que o Cinema na Relva tem captado a atenção do público, primeiro por ser ao ar livre, “as pessoas mesmo a passear vão parando e ficando a ver”, depois, porque sendo um evento “mais popular”, a organização procura escolher um cartaz mais acessível ao público em geral, “embora tentando não fazer concorrência às salas comerciais, de que a Maia está bem servida”.

Normalmente, nas sessões quinzenais regulares que o Cineclube da Maia realiza no Cinema Venepor, a plateia ronda as 40 pessoas, isto é, o número de sócios da associação. Assim, com o Cinema na Relva, a associação procura abrir o cartaz a um maior equilíbrio entre o que é mais conhecido e os filmes que as pessoas esperam de um cincelube. Marcos Maia refere que “já se tentaram vários formatos para o evento, já passamos clássicos do cinema, também cinema português, sendo que este ano estabilizamos num formato um pouco mais popular, mas que cumpre os mínimos de qualidade. Por exemplo, apresentamos um vencedor do Oscar do ano passado, mas também uma animação do japonês Hiromasa Yonebayashi”.

Nesta edição, além de “O Caso Spotlight”, de Tom McCarthy, e “Memórias de Marnie”, de Hiromasa Yonebayashi, hoje, 29 de julho, é apresentado “Ex Machina”, de Alex Garland, e amanhã de “A Família Bélier”, de Eric Lartigau.

Venepor com condicionalismo da película

O Cineclube da Maia iniciou a sua atividade em setembro 2009 e tem 40 sócios ativos. Marcos Maia classifica a sala do Venepor com o “ótima” para as sessões regulares que se realizam durante o ano, com exceção de julho e agosto. A câmara cede o espaço “de forma generosa”, sendo o ideal para receber o tipo de sessões levadas a efeito pela associação. É que as sessões incluem, além da exibição do filme em sala, meia hora de convívio com um músico a atuar, uma peça de teatro, etc. “Esse momento para nós é muito importante e só funciona numa sala como o Venepor que tem uma espécie de antecâmara da sala de cinema”.

A antiguidade da sala traz a desvantagem de apenas ter “cinema em película, o que é importante sempre rever, mas de há dois anos para cá tem-se revelado um grande problema, pois os filmes que estreiam em película são muito diminutos ou quase nenhuns. “É uma situação que teremos que resolver nos próximos tempos”, afirmou Marcos Maia.

A associação consegue manter a sua atividade de forma sustentável, com a realização de diversas iniciativas. Desde os ciclos temáticos, passando pela exibição de curtas metragens (que geralmente contam com realizadores convidados a apresentar a sua obra) e as sessões nas escolas primárias, que se conjugam com apoios de empresas. Naturalmente, conta ainda com o apoio da Câmara Municipal, com subsídio e cedência do espaço, do Instituto do Audiovisual, que tem um programa de apoio a este tipo de associações, para além dos bilhetes e das quotas de associados.

Atividade regular

Sessões quinzenais, aos sábados, às 21h30 (com exceção de julho e agosto), no cinema Venepor. Retomam a 10 de setembro.
Preço normal cineclube– 3,50 €
Desconto para associado – 1,40€ (quota anual=15€)
Outros descontos: crianças (metade do preço); Estudantes – 3€