Concerto de Ano Novo marca início das comemorações dos 20 anos dos Pequenos Cantores

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O Coral Infantil Municipal dos Pequenos Cantores da Maia promove este sábado, Dia Mundial da Paz, um concerto de Ano Novo. É no Grande Auditório do Fórum da Maia, a partir das 17h30, e tem uma vertente solidária, uma vez que a receita de bilheteira vai reverter na totalidade a favor de A Causa da Criança.

Para o responsável pelo grupo, Vítor Dias, será um concerto especial, ainda muito marcado pela época natalícia. Inclusivamente terão um presépio ao vivo. Todas as cenas bíblicas que o presépio pressupõe serão animadas por canções interpretadas pelos pequenos cantores, “canções plenas de significado e alusivas à quadra que estamos a viver”, sublinha o maestro, que fala ainda em “pequenas” surpresas. Envolvidos no presépio estão também os pais dos cantores.

Na segunda parte do concerto, os pequenos cantores vão interpretar algumas canções relacionados com o projecto de educação para o desenvolvimento sustentável em que estiveram envolvidos ao longo do ano. Por isso, deverão cantar alguns dos temas que integram a Fantasia Musical “O Pzzim é um raio de energia”, com texto de Mizé Rouxinol e música de Victor Dias. Trata-se de um projecto artístico de educação, que conta a história de um raio de energia limpa e renovável, que tem como protagonistas os Pequenos Cantores da Maia & Friends, com destaque para as participações especiais de Rui Veloso, Luís Represas, Manuela Azevedo (Clã), Nuno Guerreiro, Fernando Tordo, Vozes da Rádio, Ricardo Azevedo, Sérgio Castro (Trabalhadores do Comércio), Náná Sousa Dias, Luís Portugal, entre outros.

Acima de tudo, garante Vítor Dias, “será um concerto muito marcado por um repertório próprio, original, na sua maioria inédito, com algumas estreias mundiais, com canções que o público nunca ouviu e que nós iremos estrear nesse dia”.

Os ingressos para o concerto de Ano Novo têm um valor simbólico de 2,5 euros ou “abraços solidários” que vão reverter, na totalidade, para a Causa da Criança, uma causa que os Pequenos Cantores da Maia, o seu patrono e presidente da Câmara Municipal, Bragança Fernandes e o vereador da Cultura, Mário Nuno Neves, abraçam de forma solidária.

Neste concerto solidário, os Pequenos Cantores da Maia iniciam então as comemorações oficiais do seu 20º aniversário, que vão decorrer ao longo do ano de 2011. Vinte anos “é uma vida, é, de facto, muito tempo”. Por isso, o maestro entende que deve ser assinalada de uma forma especial. Prevista está também uma exposição para partilhar com o público uma série de lembranças do grupo coral, “distinções, momentos importantes que tivemos na nossa carreira, tourneés, tudo isso está registado em fotografia e em vídeo, bem como momentos importantes de presença em televisão”, enumera.

Praticamente pronto está um outro projecto que Vítor Dias gostava de ver lançado no próximo ano, que deverá encerrar o ciclo das energias renováveis e da educação para o ambiente e para o desenvolvimento sustentável de uma forma lúdica e divertida, através da música. “Nós queremos levar às crianças e jovens uma mensagem que tem a ver com a necessidade de se operar na sociedade uma mudança cultural em que as pessoas vão ter que pensar seriamente em deixar de poluir, em reutilizar, em reciclar e em utilizar, sobretudo, fontes energéticas renováveis e limpas porque senão o planeta vai-se tornar insustentável ”, explica.
Estão também previstas uma série de iniciativas que vão contar com a presença de amigos dos Pequenos Cantores.

O maestro faz questão de recordar que o grupo foi fundado por José Vieira de Carvalho, que o incumbiu de instalar o coral. Por isso, Vítor Dias garante que se trata do resultado de um trabalho de equipa. Um trabalho “que julgo ter levado sempre o nome da Maia longe, um trabalho que honra e dignifica a nossa cidade, a nossa terra e as nossas gentes. Ainda há pouco o fizemos estando, mais uma vez, na abertura do Natal dos Hospitais, onde vamos há 16 anos consecutivos”, afirma.

Histórias para recordar

Ao longo de 20 anos de história são muitas as memórias e as músicas que o maestro não esquece. A primeira que lhe surge foi a de uma canção de embalar, interpretada por uma menina dos Pequenos Cantores, que escreveu para participar na 37ª edição do Sequim d’Ouro, um festival e concurso musical internacional para crianças. Vítor Dias conta que apareceram canções “muito festivaleiras, cheias de ritmo” e a vencedora foi mesmo uma música mais ritmada que ia representar Portugal. No entanto, a organização do festival, quando ouviu os registos da canção, entendeu que a canção não era representativa da tradição portuguesa e acabou por escolher “Esta é uma canção de embalar”, porventura “porque respeitava mais o universo das crianças e o mundo da fantasia”. “O júri em Itália entendeu que a minha canção, a canção dos Pequenos Cantores era efectivamente a canção que deveria representar Portugal nesse ano”, recorda com orgulho.

Mas muitas outras actuações dos Pequenos Cantores não podem ficar esquecidas. “Não me posso esquecer os momentos de convívio com grandes artistas, que são interessantes e construtivas para todos. Não posso esquecer a ida à Finlândia, com actuações na Aldeia do Pai Natal, na Ópera de Helsínquia, na casa do embaixador de Portugal e evidentemente a ida à Disneyland, em Paris para participar nas comemorações do seu 15º aniversário e ter a grata satisfação de ver anunciado que formos os primeiros artistas portugueses a actuar no Palácio da Bela Adormecida”.

Isabel Fernandes Moreira