Cruz Vermelha promove espetáculo solidário

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A Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação da Maia vai levar a efeito um jantar solidário para angariação de fundos, no próximo dia 1 de julho, pelas 20h00, na Quinta do Mosteiro – Celeiro dos Cónegos.

O evento contará com a participação dos fadistas Vítor Rodrigues, Lourdes Ribeiro, Sérgio Marques, Manuela Nobre, Rosa Ramos, Alcino Campos, acompanhados na guitarra portuguesa por Alexandre Santos e, na viola, Vítor Peixoto.

Pretende-se uma noite especial e repleta de alegria, contando com toda a comunidade para abrilhantar a iniciativa solidária. Não perca a oportunidade de fazer a sua reserva de mesa para o dia através dos contactos – 229 411 221 – 913 330 555 – 911 069 535, a partir das 08h00 até às 18h00 (pax 25€).

O que é o projeto Despertar?

O Despertar é um projeto de rua, que visa angariar materiais e alimentos para quem vive na rua e precisa do apoio de todos. A Cruz Vermelha dinamiza, entre outros projetos solidários, esta equipa de técnicos e voluntários que ajuda os sem-abrigo e outras pessoas carenciadas, como toxicodependentes e prostitutas.

O Despertar sai diariamente para a rua à procura das pessoas já sinalizadas na Maia e no Porto (quinzenalmente em bairros problemáticos), prestando auxílio ao nível da saúde, da higiene e alimentação, procurando também encaminhar estas pessoas para uma reintegração na sociedade.

José Ferreira, o delegado especial da Cruz Vermelha da Maia, deu conta ao Primeira Mão que, oficialmente, no concelho da Maia só existem dois ou três sem-abrigo, mas o certo é que existem muita gente fora do sistema, “que habitam casas desabitadas ou em condições degradantes, ao ponto de o projeto chegar atualmente a 52 pessoas”.

Há uma equipa multidisciplinar, desde assistentes sociais, técnicos de saúde e psicólogos, que associados a cerca de 20 voluntários, que acompanham diariamente as saídas ou confecionam comida para distribuir.

Serviços da Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha – delegação da Maia, apesar das muitas dificuldades financeiras, desenvolve diversos projetos: área de emergência, apoio domiciliário, ajudas técnicas com equipamentos, como cadeiras de rodas e andarilhos.

As ambulâncias da Cruz Vermelha são requisitadas para quase todos os eventos que se realizam no município, trabalhando quase todos os fins de semana. Para tudo isto, a Cruz Vermelha angaria receita através do transporte de doentes e o apoio da autarquia, mas segundo José Ferreira, a delegação está a enfrentar diversas dificuldades.

Assim, há a ambição deste responsável de dinamizar a instituição no concelho e aproximá-la cada vez mais da comunidade, no sentido de um maior envolvimento e apoio na sua sustentabilidade.

Aumentar número de sócios

Um dos objetivos de José Ferreira é aumentar o número de sócios da Cruz Vermelha na Maia. O ideal seria passar dos 150 (pagantes) para os 3000 sócios no sentido de garantir uma verba mensal mais previsível para a tesouraria da delegação. Até porque 3000 sócios será um número insignificante para o universo de residentes e a quota de 1 Euro mensal é perfeitamente suportável pelas famílias, que acabam por beneficiar de diversas vantagens em se associarem à Cruz Vermelha.

“Penso que o que falta nesta altura é abrir a delegação à comunidade e promovê-la mais”, refere José Ferreira, que, por isso, está a organizar vários eventos para projetar a instituição e a procurar formalizar ainda mais parcerias com empresas e instituições locais. Dá como exemplo a parceria conseguida com a Sonae, que doa 15 a 16 toneladas de alimentos para distribuir por 150 famílias.

Projeto com autarquia para desfribilhação automática externa

Já está em andamento o estabelecimento de um protocolo com a Câmara Municipal para a instalação de desfibrilhadores nos espaços desportivos do concelho da Maia. “Para além de implementar os equipamentos, a Cruz Vermelha dá a assistência e forma os operacionais para usarem os aparelhos, que vão sendo instalados, gradualmente.

Para já, serão instalados 10 equipamentos e poderão estender-se a 30 ou 40, dependendo da necessidade. Por cada aparelho serão formados seis funcionários”, explicou José Ferreira, “é que se houver alguma paragem cardíaca, os 10 primeiros minutos são primordiais para salvar uma pessoa e evitar que a pessoa fique com mazelas, daí a importância de numa cidade com a intervenção desportiva como a Maia haja esta prevenção qualificada”.

Angélica Santos

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