Depois da Feira do Livro, Fundação Gramaxo avança com projeto cultural

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Fundação Gramaxo
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Fátima Gramaxo resolveu abrir, desde o ano passado, as portas da Quinta da família quando da realização das Festas de Nossa Senhora do Bom Despacho. A impulsionadora da Fundação Gramaxo decidiu voltar a ligar a instituição às festas do concelho. Este ano acolheu a Feira do Livro na Quinta da Boavista.

Uma forma de reconciliação da família e da Fundação com a comunidade e a organização das festas, cujo aparecimento está muito ligado a esta casa da família Gramaxo. A Feira do Livro foi, de resto, uma espécie de tapete de acolhimento para uma futura atividade cultural de relevo que a representante da Fundação, Fátima Gramaxo, pretende dinamizar neste espaço de lazer e um legado de tradições na Maia.

O palacete de 1648, onde Fátima Gramaxo reside, recebe a sede da fundação. E a memória da comunidade coloca as festividades do Bom Despacho a realizarem-se dentro da Quinta da família. Fátima Gramaxo recorda que o seu pai foi um grande dinamizador destas festas. O certo é que foi também ele quem colocou um travão, a determinada altura, devido “a algum incidente de que ele não terá gostado”, referiu Fátima Gramaxo.

O presidente da Câmara da Maia de então, Pires Felgueiras, elevou a romaria da Senhora do Bom Despacho à condição de Festas do Concelho, na década de 50. A festa cresceu e estendeu atenções a terras vizinhas, inclusivamente à Área Metropolitana do Porto.

A Fundação Gramaxo oferece um espaço de lazer com amplas áreas verdes e alguns atrativos escultóricos, como uma peça de Cutileiro, que pode ser apreciada pelos visitantes. Foi recentemente instalada um salão de chá com uma arquitetura cuidada e atrativa e que será dinamizada em breve.

Fundação Gramaxo vai construir auditório

Fátima Gramaxo prevê avançar a médio prazo também com a construção de um auditório, que possibilitará o funcionamento de um pólo cultural agregador das atenções da população, lembrando sempre a todos o nome da família. “As pessoas poderão usufruir do espaço, por enquanto de forma livre, mais tarde, com o auditório, a comunidade poderá circular mais e aproveitar as ações culturais, de forma mais organizada”, referiu Fátima Gramaxo, que é uma grande colecionadora de Arte Sacra.

Uma das primeiras ações culturais, no âmbito da Feira do Livro, que decorreu no bosque da Quinta da Boavista, levadas a cabo pela Fundação Gramaxo, instituição cuja missão visa promover iniciativas de âmbito cultural e social, foi o lançamento de um livro que aborda o património edificado e imaterial das quintas da Freguesia da Maia.
No último dia 2, foi apresentado “Histórias e Memórias das Quintas da freguesia da Maia”, da autoria de Daniela Alves e Hélder Barbosa, resultado de um projeto de recolha e investigação monográfica, com prefácio de António Barreto.

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