“Este lago não existe” encheu a biblioteca municipal da Maia

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Foram muitos os amigos e conterrâneos de Vitor Burity da Silva que se juntaram na Biblioteca Municipal Dr. José Vieira de Carvalho para testemunhar a primeira apresentação pública do livro “Este lago não existe”.

A obra, e de acordo com a descrição do autor, “refere-se aos sonhos e às realidades do amor, em que o protagonista não citado na história se apaixona por alguém no sonho, e que nos jornais que encontra descobre que essa pessoa morreu em 1945. Quando acorda, depara com as dificuldades da vida, do dia-a-dia e do amor”.

Desta forma, Vitor Burity da Silva leva até aos leitores uma história de amor contada em forma de romance poetizado. O livro apresenta-se num formato prático, com cerca de 140 páginas. Esta é a quinta publicação do escritor, sendo que de uma delas, a “Rua dos Anjos” foram retirados textos que constam dos manuais escolares obrigatórios do 12º ano, em Angola.

O autor tem ainda várias obras que se encontram concluídas e que aguardam pela sua publicação.

Foi a sua paixão pelo Porto e pela Maia, uma das cidades onde reside, que motivaram o autor a escolher a Maia para apresentar, pela primeira vez, o livro “Este lago não existe”. “Sou angolano, mas gosto muito do Porto. Há uma ligação cultural muito forte no Porto, é o sítio culturalmente mais forte em Portugal. E o Douro é o rio mais bonito que já conheci”, justificou Vitor Burity da Silva.

Depois da Maia, o livro é apresentado em Lisboa na Associação de Angolanos. Segue-se depois a promoção do livro em Angola, junto das editoras, tendo em vista a sua publicação.

É, por norma, de noite ou de manhã que Vitor Burity da Silva se sente mais inspirado para escrever. “As coisas fluem com naturalidade. O meu género de escrita, o romance, é acima de tudo baseado no que é a dor da vida porque, como dizia Fernando Pessoa, ‘sem dor não escrevo’. A inspiração sai naturalmente, escrevo cerca de mil palavras por dia”. A PRIMEIRA MÃO o escritor revelou ainda que, a partir do “Este lago não existe”, tem já sete livros concluídos, cada um deles com cerca de 140 páginas.

Fernanda Alves

(Notícia a desenvolver no jornal Primeira Mão de sexta-feira)