Feira de Pedras Rubras encheu-se de tradições, saberes e sabores

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Brinquedos em madeira, trajes típicos de diferentes regiões, tamancos, chapéus, bordados, doces, enchidos, legumes e até peixe e muitos trabalhos artesanais. Esteve assim o largo da feira de Pedras Rubras, no passado domingo. O espaço esteve recheado de tradições, saberes e sabores das antigas Terras da Maia e não só.

 

Esta foi a primeira Mostra de Tradições, Saberes e Sabores organizada pelo Grupo Regional de Moreira da Maia, inserida no aniversário do 75º aniversário da colectividade e que contou com a colaboração da Junta de Freguesia de Moreira da Maia.

De acordo com a directora do Grupo Regional de Moreira, Lucília Santos, esta foi uma maneira de confraternizarem com todos os grupos das velhas terras da Maia. Mas acabaram por contar com a colaboração de outros de fora da região, nomeadamente do Marco de Canaveses. É que a organização enviou uma carta a explicar o que pretendia e a título gratuito pediram às pessoas que colaborassem. E a responsável ficou surpreendida com o número de participantes nesta primeira mostra. E em jeito de agradecimento, à tarde, ofereceu-lhes o lanche. “Uma pequena recompensa pelo esforço deles porque tudo isto fica caro”, referiu.

Na edição deste ano participaram 30 artesãos e 12 ranchos que, à tarde, “apresentaram 12 tradições, 12 mostras de como se canta e dança nas suas terras porque isto não é um festival de folclore”, justificou. E para ajudar à festa contaram ainda com dois cantores das terras da Maia, Serafim, cantor de música popular portuguesa e Conceição, fadista e componente do Grupo Regional de Moreira da Maia.

Cada grupo de folclore e cada artesão levou até Pedras Rubras um pouco daquilo que são as tradições da sua região. Acima de tudo apresentou os usos e costumes da sua terra. “Se é um grupo mais ligado à terra, à agricultura trouxe produtores hortícolas, se é um artesão traz os seus trabalhos, tudo tem uma diferença e era isso que nós queríamos juntar aqui, embora um dia só seja pouco”, afirmou.

Foi uma organização a pensar na melhor forma de comemorar os 75 anos de vida do grupo e o local escolhido para o efeito, referiu Lucília Santos, não podia ser mais adequado. “Estamos presentes num largo maravilhoso tal como antigamente se fazia. Portanto, recriamos o tema neste ano tão valioso para nós, juntamos os amigos todos neste ambiente de alegria”.

Logo pela manhã, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, e o presidente da Junta de Freguesia de Moreira, Albino Maia, deslocaram-se ao recinto para um cumprimento aos artesãos. O edil de Moreira agradeceu ao Grupo a organização do evento mas também a todos os participantes porque “sem eles” tal evento não seria possível. “Trata-se de uma iniciativa que tem uma proporção bastante grande para recordar as tradições”.

Depois de ter sido interrompido por uns foguetes inesperados. Uns foguetes quase semelhantes às bombinhas de Carnaval, Bragança Fernandes aproveitou o facto para, com humor, dizer que tal como os foguetes também o S. Pedro ajudou a “fazer a festa”.

O autarca da Maia saudou todos os artesãos, na pessoa do presidente do Rancho Regional de Moreira da Maia, também ele artesão, pela tarefa que realiza porque se trata de um trabalho que “nem sempre é devidamente reconhecido”.

Nos agradecimentos também não esqueceu a directora do Grupo, uma pessoa “que dá tudo pelo folclore”. A todos deixou votos de um dia “de tradições, em que haja alegria, vivência e de diversão. À tarde, regressou para entregar os diplomas de participação aos presentes.

Durante todo o dia, no recinto da feira, também não faltaram jogos tradicionais, nomeadamente a roleta, o peão, a corda e a bicicleta de pau.

Isabel Fernandes Moreira