Festival ‘Curtas Vila do Conde’ regressa já em julho

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Fonte: Facebook
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O festival cinematógrafo ‘Curtas de Vila do Conde’ vai acontecer em julho, entre as duas dimensões, a sala e o ‘online’, com uma programação “que pretende criar novas formas de relação com o cinema contemporâneo”, anunciou a organização.

Em 2020, o festival tinha sido reagendado para outubro, devido à pandemia , mas este ano a direção retoma o calendário habitual. Assim, a 29.ª edição do festival tem data marcada para julho, entre os dias 16 e 25.

Festival dará destaque a quatro realizadores em secções não competitivas: o luso Jorge Jácome, os iranianos Ali Asgari e Farnoosh Samadi e a grega Jacqueline Lentzou. 

Sobre Jorge Jácome, o ‘Curtas’ sublinha que a obra é “marcadamente interdisciplinar”, citando “Past Perfect”, o filme que teve estreia em 2019 no festival de Berlim, e que deriva da peça de teatro “Antes”, de Pedro Penim, na qual o realizador tinha trabalhado a componente visual.

O festival irá exibir também uma seleção de obras do realizador Ali Asgari e da cineasta Farnoosh Samadi, ambos iranianos e cuja obra tem “ressonâncias estéticas” com o cinema de Asghar Farhadi. Em conjunto, Asgari e Samadi fizeram “The Silence” (2016) e “Pilgrims” (2020), que “colocam em evidência a problemática da identidade e da sua busca constante, em que o sentimento de pertença (ou de ausência) afetiva e territorial surge em grande plano”, refere o festival.

De Jacqueline Lentzou, uma das novas vozes do cinema grego e cujos filmes já estiveram em Berlim e Locarno, o festival português destaca a escolha da família e em particular da adolescência como temas do cinema da autora.
“Talvez seja essa uma das principais singularidades do cinema de Lentzou face aos episódios quase universais da adolescência: tomar a posição do jovem, sem moralizar ou julgar, nem infantilizar”.

São quatro cineastas de uma nova geração, “cujos trabalhos revelam uma abordagem contemporânea e vanguardista, pontualmente disruptiva, que atravessa as fronteiras dos géneros e ousa experimentar os limites da linguagem cinematográfica”, pode ler-se na nota de imprensa.

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