Festival de Cinema na Casa do Alto deu espaço a jovens criadores

1
176

“A mudança”, de Francisco Lobo, foi o vencedor do Prémio Revelação do Nau – Festival de Cinema e Fotografia Jovem, que decorreu na Casa do Alto, entre 4 e 6 de Fevereiro.
Uma iniciativa de quatro jovens que concluíram o curso de Som e Imagem da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Gustavo Santos, José Magro, André Guiomar e Manuel Mendes. Assumindo-se como jovens realizadores que ainda não conseguiram encontrar os meios necessários, sobretudo financeiros, para realizarem os seus projectos cinematográficos, decidiram criar um festival, “que permitisse aos jovens criadores, um espaço de divulgação de obras audiovisuais e fotográficas, para se poderem afirmar”, diz Gustavo Santos. Tinha como “mote” a língua portuguesa, como forma de divulgação da cultura nacional através da arte.

Os participantes eram livres de expressar a sua arte, recorrendo a esta temática.
Devido ao número reduzido de inscrições no concurso de fotografia, a competição limitou-se apenas à área do cinema. “Para fotografia, foram apresentados apenas três trabalhos, portanto, tivemos mesmo de cancelar a competição de fotografia, porque não fazia sentido. Eram trabalhos interessantes, mas não íamos levar a concurso apenas três trabalhos”, justifica o director do festival.
Na área de vídeo, a organização do festival acabou por ser surpreendida. “Tivemos à volta de 25 participações, ao qual nós fizemos uma pré-selecção, e acabaram por ficar 11 obras em competição”, revela Gustavo Santos.

Durante três dias, e em termos de espectadores, o saldo é “positivo”. “Tínhamos as sessões de competição à noite, e à tarde fizemos uma retrospectiva do cinema português. À noite tivemos o auditório praticamente cheio, todos os dias. Ficamos contentes, porque apareceu muita gente do exterior”, conta Gustavo Santos, um dos responsáveis pela organização do festival.
Depois de avaliados os trabalhos em competição, o júri do Nau decidiu atribuir o Prémio Revelação a Francisco Lobo pelo trabalho “A Mudança”. Foi ainda entregue uma menção honrosa e o prémio público.

Quanto a uma possível segunda edição do festival, Gustavo Santos diz que ainda é cedo para falar de um regresso. A prioridade dos quatros jovens, neste momento, passa por desenvolver os seus projectos na área do cinema e produções audiovisuais. “Estamos a deixar assentar a poeira, para nos sentarmos à mesa, para falarmos do que correu bem e do que correu mal, e assumir se vamos ou não avançar para uma segunda edição. Se avançarmos é muito provável que se realize na Maia, até porque a Casa do Alto é um sítio verdadeiramente espectacular”.

Fernanda Alves

1 COMENTÁRIO

Comments are closed.