Festival de Teatro Cómico mais internacional do que nunca

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Teatro de qualidade e diversidade. Esta é a promessa do vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia, Mário Nuno Neves, para mais uma edição do Festival Internacional de Teatro Cómico. A 15ª edição, que sobe ao palco do Fórum, entre 2 e 10 de Outubro, foi apresentada na quarta-feira e é considerada a mais internacional de todas.

 

Nesta 15ª edição vão estar presentes 23 companhias, das quais 12 são estrangeiras. Este ano, esta será a principal novidade do festival, refere José Leitão. O número de companhias estrangeiras é superior ao número de presenças portuguesas. “Não é que não haja bom teatro em Portugal, mas a verdade é que também como é um Festival Internacional parece-nos que, temos que apostar sempre que possível em trazer o maior número de companhias estrangeiras”, justifica o director artístico.

De acordo com José Leitão, das companhias estrangeiras presentes algumas são já repetentes, porque “são do gosto do público e são do gosto da crítica”. É o caso da companhia de Madrid, Yllana (na imagem), “que voltam com um novo espectáculo”. “É uma companhia que agrada sempre ao público”. De regresso está também Leo Bassi. “É um comediante, cidadão do mundo, provocador de teatro que este ano nos vais fazer reflectir e rir com uma nova proposta onde procura olhar o mundo actual de uma forma bastante provocatória”.

Voltam ainda ao Festival, porque a suas anteriores presenças o justificam, os Tanxarina, a mais viajada companhia de marionetas da Galiza com um espectáculo de marionetas e outro de sombras e o Pablo Trasno, um galego que faz do novo circo o seu modo de encantar o público.

Mas a maior parte das restantes companhias estrangeiras é a primeira vez que estão na Maia. “Vamos ter boas surpresas”, promete. “O teatro acaba por ser uma mostra do que é que se faz no mundo e em Portugal na área do teatro cómico”.

Das nacionais, José Leitão destaca a Companhia do Chapitô; “uma das companhias portuguesas que mais público tem no festival” e que traz à Maia uma comédia visual baseada em Shaskespeare, “A Tempestade”. Da lista de destaques consta também Maria do Céu Guerra e a companhia “A Barraca”, que vai apresenta rum dos seus mais recentes criações “A Herança Maldita”, uma divertida sátira à família, um texto do mais conhecido teatrólogo brasileiro Augusto Boal, recentemente falecido. Óscar Branco está de regresso, depois de vários anos de ausência, e Stand da Comédia com Hugo Sousa, João Seabra e Miguel 7 Estacas, “que foram um grande êxito no ano passado e que este ano vão contar a história de Portugal em 90 minutos”.

A presença regular de algumas destas companhias, quer portuguesas quer estrangeiras é justificada pelo director artístico como sendo quase uma exigência do público que gosta de os ver. Mas também, sublinha, acaba por ser uma exigência dos próprios autores. São as próprias companhias que nos estão constantemente a assediar, dizendo que têm novos espectáculos, que gostam de vir à Maia e que a Maia gosta deles. “E o festival também é isto, tem cumplicidades, dá novidades mas não esquece aqueles que fizeram com que crescesse e fosse conhecido”.

Durante os oito dias do festival vão ser apresentados 30 espectáculos diferentes, dos quais 22 são espectáculos teatrais e oito são animações de rua. Ao todo, o festival irá movimentar um total de 150 profissionais das diversas áreas do teatro.

Tal como em anteriores edições, a organização espera que mais de 12 mil espectadores passem pelo festival.

O vereador da cultura, Mário Nuno Neves considera que já se passaram 15 edições de um humor de géneros diversificados, 15 edições de humor de “enorme qualidade”.

E afirma que é motivo de “grande orgulho” continuarem a oferecer aos maiatos e à Área Metropolitana do Porto um festival que “é um produto cultural de elevada seriedade intelectual que, por vontade do público, ganhou prestígio nacional e internacional”.

E referiu ainda que se trata de uma prova de persistência da política cultural da edilidade maiata. “O Festival Internacional de Teatro Cómico é um claro exemplo dessa aposta consistente e por isso é que se institucionalizou e ganhou foros de acontecimento incontornável para todos aqueles que gostam das artes cénicas”.

Mas qualidade, acrescenta, não significa desperdício. Por isso, garante que “há cinco anos que o orçamento do festival se mantém inalterado”.

Paralelamente ao Festival Internacional de Teatro Cómico, nas galerias do Fórum da Maia, vai estar patente ao pública uma exposição de fotografias cedida pelo Museu Nacional de Teatro sobre Raul Solnado, recentemente falecido. Esta será a nossa homenagem, a homenagem do festival a um grande nome do teatro, do cinema e do humor em Portugal e que nos deixou há cerca de um mês”, refere o director artístico.

Isabel Fernandes Moreira