Festival Internacional de Folclore animou noite em Pedras Rubras

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O Largo da Feira de Pedras Rubras acolheu, pelo quarto ano, o Festival Internacional de Folclore. A iniciativa, organizada pelo Grupo Regional de Moreira da Maia, contou com a participação de cinco grupos estrangeiros e três nacionais, que deram um brilho especial à noite.
À semelhança daquilo que já tinha feito no aniversário, o Grupo Regional de Moreira da Maia quis inovar na abertura do festival. Mas a inovação foi feita com recurso ao passado. Nove componentes masculinos do grupo chegaram ao recinto da feira em bicicletas antigas acompanhados por nove componentes femininas dos diferentes grupos participantes.

Depois, a chamada ao palco dos participantes foi feita a partir de uma história contada. Uma bailarina clássica foi explorando a sua formação e conhecendo as danças tradicionais de cada país. Momentos a que não ficou alheia a plateia, que não poupou as palmas.
Estava dado o mote para que, de seguida subissem ao palco as danças tradicionais de Espanha, República Checa, Hungria, México e Argentina. A República Checa não fazia parte do programa por causa do orçamento, no entanto, entendeu a organização que o grupo “fazia falta” e “com um bocadinho de sacrifício” conseguiram colocá-lo no programa”, justifica a presidente do grupo, Lucília Santos.
Aos grupos estrangeiros ainda se juntaram três grupos portugueses, o Grupo de Pauliteiros de Paraçoulo, o Grupo Folclórico das Terras da Feira e o Grupo Académico de Danças Ribatejanas, e o organizador.
Pelo quarto ano, a organização consegue trazer à Maia grupos de diferentes países e a dirigente não esconde que este foi um ano de “muitos sacrifícios, em todos os sentidos”. Mas mesmo com esse sacrifício acrescido conseguiram trazer ao festival cinco países, “mais um do que o habitual”.

Quando fala em sacrifícios, Lucília Santos refere-se à questão financeira. É que o festival obriga a um orçamento de 22 mil euros, um valor “muito alto” para o Grupo Regional.
Para fazer face às despesas contam com o apoio da Câmara Municipal da Maia, da Junta de Freguesia de Moreira da Maia e ainda de algumas empresas que vão patrocinando. A restante verba foi conseguida com o esforço dos componentes, “todos eles contribuíram para que este festival se pudesse concretizar”, conta.
Com os grupos já em plena actuação, a dirigente não escondia a satisfação. “Vale a pena o sacrifício para não deixar morrer estes festivais. É preciso mostrar aos jovens outro folclore e mostrar-lhes que o nosso é tão importante como o estrangeiro e dizer-lhes que o folclore é muito bonito”.

Lucília Santos mostrou-se também “muito” satisfeita com a plateia. Inicialmente tinham colocado no local 300 cadeiras, foram buscar mais 300 e ficaram todas ocupadas e com muita gente de pé. “Fico muito feliz porque a população aderiu o mostrou que vale a pena organizar eventos destes”.
Convites para que o Rancho regional de Moreira da Maia vá ao estrangeiro também não faltam e já receberam convites para irem à Hungria e à Argentina. No entanto, as condições financeiras também não permitem grandes deslocações, confessa a responsável. Este ano estiveram em França. Para o ano, “vamos ver se vamos à Hungria ou a Málaga. Temos de optar por locais mais próximos e com orçamentos que possamos cumprir”.

Isabel Fernandes Moreira