Festival de Música com cartaz de luxo

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António Zambujo
António Zambujo (foto de Rita Carmo)

O Festival de Música da Maia 2016 é um dos eventos que ajudam a celebram os 25 anos do Fórum, a par de um concerto comemorativo e outras iniciativas, como teatro e muita animação.

Esta edição do certame, que decorre de 30 de abril a 15 de maio, apresenta, às 21h30, grandes nomes do mundo da música como Teresa Salgueiro (dia 30 de abril), Carlos Mendes (dia 1 de maio), António Zambujo (dia 6 de maio), João Pedro Pais (dia 7 de maio), Capicua (dia 13 de maio), Salto (dia 14 de maio). E encerra com o concerto dos 25 anos do Fórum com a Orquestra do Conservatório de Música da Maia, às 16h00 do dia 15. Os bilhetes com preço único de 10€ estão à venda nos seguintes locais: Fórum da Maia, Biblioteca Municipal da Maia, Maia Welcome Center e Online.

O festival, organizado pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia há 22 anos consecutivos, decorrerá no palco aniversariante do Grande Auditório do Fórum da Maia. A sua programação aposta na diversidade artística, procurando a captação de públicos com interesses e gostos diversificados ao nível artístico.

O vereador da Cultura, Mário Nuno Neves, assume que é uma fórmula que resulta na Maia ter vários géneros de música a caberem neste evento, que, ao contrário de muitos que se fazem pelo país, “não é um festival de género”.

Para ir ao encontro de vários tipos de público, “temos que nos preocupar com uma única coisa, que é a qualidade e, sem dúvida, que os concertos desta edição a oferecem. Encerramos com a prata da casa, a Orquestra do Conservatório de Música da Maia, o que é uma tradição e também significa que o Conservatório já tem uma produção suficiente para alimentar uma orquestra”, sublinhou Mário Nuno Neves.

Esta edição tem um investimento de cerca de 30 mil euros, “um valor um pouco mais alargado que em anos anteriores, mas nada de extraordinário” face ao cartaz que apresenta. Além de dar continuidade ao que “é normal no festival de música, esta edição honra, acima de tudo, as comemorações dos 25 anos do Fórum da Maia”, afirmou o vereador da Cultura.

O concerto de António Zambujo já está esgotado desde a primeira semana de abril e o vereador refere que o mesmo deve acontecer, entretanto, aos restantes concertos, a exemplo do sucesso do festival em anteriores edições.
Confrontado com algumas críticas nas redes sociais de que o festival deveria integrar mais bandas locais do que nomes da música nacional mais dispendiosos, Mário Nuno Neves aceita que tem que haver sempre críticas, mas responde que “tudo tem o seu tempo, espaço e oportunidade”. Assim, assegurou, “existem outros certames em que cabem as bandas locais, que a autarquia apoia ao longo dos anos”.

Fórum da Maia afirma-se como “referencial cultural” nacional e internacional

A 1 de junho de 1991, o então primeiro ministro, Cavaco Silva, inaugurava o Fórum da Maia. Passados 25 anos, o Pelouro da Cultura quer comemorar de “forma coletiva a abertura deste espaço, que acaba por ser a grande praça da Cultura do município”, tendo em conta que “foi no Fórum da Maia que se realizaram, ao longo dos últimos 25 anos, alguns dos eventos mais importantes do ponto de vista cultural”, afirmou Mário Nuno Neves em entrevista ao Primeira Mão.

O 25º aniversário do Fórum da Maia vai contemplar a edição de um livro, de uma revista online e de muita atividade musical, teatral e diversa animação.

O vereador considera que o espaço é já um “referencial cultural, não só da Maia, como da Área Metropolitana do Porto e até de nível nacional e internacional”. Tudo isto são razões fortes para dar uma “maior dimensão” ao Festival de Música da Maia e ao Festival de Teatro Musical Infantil, que decorrem em abril e maio, para além de outros eventos que animarão as celebrações das bodas de prata. Para o mês de junho já estão agendados mais concertos, como, por exemplo, o certame Jazz no Parque, dias 23 a 25, às 18h00 e às 21h30, com entrada gratuita, no Parque Central.

O 25º aniversário também será assinalado com a edição de um livro, que testemunhará “de forma mais evidente o que foram estes 25 anos, fazendo a memória dos principais eventos culturais que por aqui passaram”. O pelouro da Cultura também irá reeditar, “agora em formato digital, uma das primeiras revistas da Maia, em que serão partilhados com a população artigos de natureza cultural, desde a Arqueologia à História, Geografia e à Literatura, para ser mais um veículo de divulgação e de investigação”.

Analisando o impacto da abertura do Fórum há 25 anos na Maia, Mário Nuno Neves aponta que o espaço funcionou como “núcleo e alavanca de várias disciplinas no universo da Arte”. O vereador refere que muitas coisas “irradiam daqui (do Fórum)” para o resto do concelho e até “com itinerâncias a nível nacional”. Mário Nuno Neves dá como exemplos desses impulsos o Conservatório de Música e as Oficinas de Teatro. Aquele surgiu da “perceção dada acerca da aptência que havia para música através dos espetáculos no Fórum”. E estas existem porque foi possível perceber que seriam interessantes a partir dos festivais de Teatro que se realizavam no Fórum.
Além de albergar atividades “perfeitamente integradas na região do Porto”, adiantou o vereador, o Fórum tem lançado iniciativas de “vanguarda”. Não é por acaso, justificou, que o Fórum é “um dos espaços de excelência do país na Arte Contemporânea, até porque houve uma aposta muito clara nesta área, sobretudo, no apoio aos jovens emergentes”. E recordou que “a Joana Vasconcelos e o Miguel Palma tiveram como primeiros palcos o Fórum da Maia”.

O vereador da Cultura afirmou-se satisfeito com o estatuto alcançado pelo Fórum da Maia no país, realçando que, ao contrário de outros espaços de Cultura, que surgiram de forma forte e depois tiveram uma queda no ritmo, “aqui é ao contrário, mesmo com a crise que registamos nunca tivemos diminuição de iniciativas e o Fórum tem registado um crescendo de atividades”.