Folclore dos quatro cantos do mundo em Moreira

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Mais do que um festival de folclore, foi um encontro entre povos em prol da dança. As palavras são de Maria Lucília Santos, do rancho folclórico de Moreira da Maia, colectividade que está a comemorar 75 anos de vida. Estamos a falar da terceira edição do Festival Internacional de Folclore, que se realizou no passado sábado, no largo de Pedras Rubras, em Moreira da Maia. A freguesia recebeu milhares de visitantes e comitivas dos quatro cantos do mundo: México, Rússia, Tailândia, Estados Unidos e, é claro, Portugal. Durante toda a noite, animaram o grande número de pessoas presentes. Um número superior ao do ano passado.

 

O aumento do número de visitantes é prova de que a aposta inicial no festival está a resultar. Há três anos, o Rancho Folclórico de Moreira da Maia entendeu que faltava visibilidade ao folclore nacional e não só. "Às vezes as pessoas não sabem dar valor ao folclore", disse Maria Lucília Santos. A responsável pelo Rancho Regional de Moreira entende que "se um festival de folclore for internacional, tem outro chamamento". Chamamento ao qual milhares de pessoas responderam, e assistiram ao "folclore de outras terras, de outros países". Procurou-se internacionalizar o folclore e o resultado foi o certame levado a cabo no passado sábado, à semelhança do que já aconteceu em 2007 e 2008.

E como é o folclore em países como a Rússia ou a Tailândia? Diferente, como seria de esperar. E confirmado por Maria Lucília Santos, em declarações antes do arranque do festival e que se veio a confirmar durante as actuações. "São ballets, são crianças que desde muito cedo aprendem a dançar, é diferente de nós. Mas, no fundo, eles vivem isto como uma obrigação, como uma escola de arte, e isso é muito importante porque eles são mesmo profissionais".

Diferente não é só a expressão folclórica. "Os tailandeses simplesmente não comem carne", desabafou Maria Lucília Santos, ao referir-se aos hábitos gastronómicos dos orientais e à adaptação da comitiva do outro lado do mundo aos nossos usos e costumes. Mas essa tarefa não constituiu problemas para o Rancho Folclórico de Moreira da Maia, que "foi aos encontros dos costumes da comitiva tailandesa". Outra barreira, por exemplo, era a língua. O tailandês é "muito difícil, mas arranjámos uma pessoa que sabe dominar a língua, e assim foi mais fácil a comunicação com eles", disse Maria Lucília Santos. Ao todo participaram cinco países, mas com uma ausência de última hora. O Brasil, devido a alguns vistos caducados, não pôde comparecer em Moreira da Maia.

Agora a aumentar de fama, o festival precisa de mais apoios, dizem os responsáveis. Suporte financeiro já garantido pelo presidente da autarquia, Bragança Fernandes. "Apoiamos todos os ranchos folclóricos porque achamos que merecem. Mas este festival de folclore estamos a apoiar individualmente porque isto é, de facto, um belíssimo espectáculo. Para o autarca, a aposta no certame "é para continuar".

Com muita gente a assistir, com barraquinhas de comes e bebes em funcionamento incessante, o espectáculo entrou pela noite dentro, com a presença da Rússia, do México, da Tailândia, dos Estados Unidos e de Portugal. Povos unidos pela dança no terceiro festival internacional de Folclore de Moreira da Maia.

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