ICM promoveu conferência sobre o modelo da orquestra

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O Instituto Cultural da Maia – ICM – levou a cabo, na passada sexta-feira, no auditório da Igreja de Nossa Senhora da Maia, uma conferência que teve como mote o paradigma da orquestra sinfónica enquanto modelo de organização humana.

A sessão teve início, com uma intervenção de Joaquim Guedes, presidente do ICM, que aludiu à iniciativa e introduziu o orador principal, Victor Dias, Director Artístico e Comunicólogo, o qual, por sua vez, apresentou um convidado especial, Alberto Santos, que ali foi dar o seu contributo técnico, na sua qualidade de economista, empreendedor e dirigente de várias organizações humanas, nomeadamente do movimento associativo de pais.

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Depois de Alberto Santos ter, sobretudo, levantado várias questões, em jeito de interrogações, sobre o que caracteriza uma organização, como ela se desenvolve e conduz e, mormente, porque razão ou razões uma organização pode fracassar, Victor Dias, apresentou de forma clara e profusamente ilustrada, com imagens vídeo e muita música, o modelo de organização humana que está na base de uma orquestra.

Ao longo de pouco mais de uma hora, o público ali presente teve oportunidade de ver e ouvir, de forma esquemática e numa linguagem muito perceptível, como é possível realizar, de um modo extraordinário, a prossecução de objectivos que envolvem e comprometem, toda uma organização complexa e diversificada. Uma organização que na maioria dos casos, é constituída por profissionais oriundos de culturas muito diversas, que falam línguas muito diferentes, que têm de se adaptar a realidades sociais adversas, mas que encontram na sua comunidade de trabalho, um denominador comum que torna tudo isso acessório, face ao foco, naquilo que é, verdadeiramente, o essencial da sua acção, o trabalho artístico, ou seja, a música.