Maia assinalou Dia Internacional dos Museus com população escolar

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O Museu de História e Etnologia da Terra da Maia comemorou, mais uma vez, esta segunda-feira, o Dia Internacional dos Museus. Este ano as comemorações foram subordinadas ao tema “Turismo e Museus”. Por isso, nada melhor do que “fazer dos habitantes do concelho turistas por um dia”, referiu a responsável pelo museu, Sara Lobão.

A ideia é fazer com que sobretudo as crianças visitem o museu. “São eles os melhores agentes divulgadores do nosso espaço, das nossas actividades e daquilo que se vai fazendo ao longo do ano”, justifica a responsável. “Nós tentamos sempre neste dia ter alguma coisa dedicada sobretudo às crianças”, acrescenta.

E como o dia foi celebrado numa segunda-feira, o museu abriu as portas para receber alunos das escolas da Maia. “Abrimos hoje excepcionalmente para nos dedicarmos a este dia. Não fazia sentido festejar o dia dos museus em outro dia que não fosse o dia dos museus e mandamos o convite às escolas e a todos os que quisessem participar”.

Ao longo da visita, os “turistas por um dia” puderam ver artefactos que retratam a história da Maia, desde a pré-história. Os meninos passaram ainda pela exposição temporária que, nesta altura, é sobre as bandas de música do concelho da Maia, a Marcial de Gueifães, a de Moreira da Maia e a já extinta banda de Nogueira, assistiram a um conto que retrata a formação de uma banda de música e depois tiveram ainda a oportunidade de construir um instrumento musical. “São instrumentos rudimentares daqueles que eles podem fazer em casa, ou seja, umas maracas, umas matracas, ou então os mais pequeninos fazem um desenho, coisas ligadas à temática da exposição, da música e que lhes chama sempre muito à atenção e que eles gostam muito”, afirma Sara Lobão.

De acordo com a responsável do Museu, esta exposição, que já inaugurou em Agosto de 2008 tem tido bastante adesão por parte das escolas. Inicialmente os estabelecimentos de ensino tinham alguma dificuldade em arranjar transporte, por isso mesmo, os papeis inverteram-se e passou o museu a ir às escolas. “Vamos à escola, fazemos uma apresentação sobre o museu e as temáticas aqui representadas e depois desenvolvemos na mesma a actividade da elaboração do instrumento”.

No fim, entregam um convite aos meninos para irem levantar o instrumento que realizaram ao museu. E aí, os meninos já não acompanhados pelos pais e acabam por efectuar a visita ao espaço. “Não deixam de vir ao museu e levam o instrumento que para eles é uma motivação e temos tido uma adesão bastante grande”, garante. Inicialmente pensavam que iria ser difícil uma vez que as escolas e os professores já têm um programa de actividades preparado e, por vezes, torna-se difícil enquadrar outros tipo de tarefas, no entanto, neste caso, a ideia “acabou por correr muito bem”.

Em jeito de balanço, Sara Lobão diz que o museu tem tido uma “aceitação muito boa” por parte da população. A maioria dos visitantes são os grupos escolares, contudo, também há “muita gente da Maia” que visita o espaço e “muita gente de fora” que vai ouvindo falar e que passa para conhecer. “Também temos trabalhado bastante a parte de divulgação para o exterior. Desde Janeiro deste ano, o espaço já terá sido visitado por cerca de três pessoas, incluindo os grupos escolares. Depois, afirma Sara Lobão, o museu tem já um público fiel que “em determinadas alturas ou sempre que há uma inauguração aparecem”.

Isabel Fernandes Moreira