Maia faz rir sem palavras

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Fresco, divertido e irresistível. Assim é conhecido o mimo polaco Ireneusz Krosny, que este ano se estreia no Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia. O nome do reconhecido artista cómico, que se apresenta no site oficial como “demasiado engraçado para palavras”, é a novidade no que já foi avançado do programa desta 16ª edição.

Já com data marcada – entre 01 e 10 de Outubro – o festival organizado pelo pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia com produção e direcção artística do Teatro Art’ Imagem vai contemplar um total de 25 peças de teatro a que se somam nove animações de ruas. Durante dez dias, as diversas disciplinas do teatro cómico vão invadir espaços interiores do Fórum da Maia – Grande Auditório e Café-Teatro – mas também o anfiteatro e as arcadas. Desde as comédias clássicas e musicais até às marionetas, sem esquecer os espectáculos de rua.

Aqui serão apresentados os novos espectáculos da Companhia do Chapitô, “que garante casa cheia e qualidade no seu teatro gestual bastante cómico e inteligente”, sublinha José Leitão, responsável pelo Art’ Imagem, bem como da Comédia a La Carte, outra das companhias de teatro cómico nacional a marcar presença na edição de 2010. Destaque ainda para o novo espectáculo de Elliot, apresentado em comunicado como “o endiabrado ‘performer’ belga nome cimeiro da ‘multi-comédia’”, e que propõe um novo espectáculo para rir. De além fronteiras vêm ainda companhias do Brasil, Itália, Austrália, Polónia e Ucrânia, bem como das regiões espanholas País Basco, Catalunha e Galiza. Mais pormenores, só mesmo mais para a frente, prometendo a organização desvendar todo o programa, em conferência de imprensa, nos primeiros 15 dias de Setembro.

Para já, José Leitão revela que o mimo será a grande aposta do festival. Além de Krosny, “um dos sucessores do grande cómico Marcel Marceau” e que “trata o teatro sem a palavra de uma forma muito interessante”, a organização está a ultimar as negociações para trazer à Maia uma “grande companhia” do Leste europeu. Até porque não são muitas as companhias portuguesas que trabalham o mimo.

[audio:MIMO_FESTIVAL.mp3]

O formato deste Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia não apresenta alterações. Às animações de rua, sempre às 21h00, seguem-se os principais espectáculos, que iniciam às 21h30, no Grande Auditório do Fórum da Maia. No final, por volta das 23h30, as também já habituais sessões de café-teatro. Se o tempo o permitir, haverá sessões ao ar livre nas tardes de sábado e domingo e no feriado de 05 de Outubro, a pensar no público juvenil mas também na família no seu todo. Caso contrário, esses espectáculos das 16h00 serão realizados no Fórum, implicando o levantamento prévio do bilhete, tendo em conta a lotação máxima de 150 lugares. Pagas são apenas as sessões das 21h30 e das 23h30, custando as entradas 2,50 e 2,00 euros, respectivamente. Para quem quiser assistir aos dois espectáculos, há um bilhete único no valor de quatro euros.

Seja para maiatos ou para espectadores de fora do concelho, como aconteceu nas anteriores 15 edições, traduzindo-se essa procura em várias lotações esgotadas. Olhando à multidisciplinaridade do festival e ao programa que está a ser preparado, o responsável pela companhia de teatro assegura que “procura abarcar os gostos que vão desde as pessoas mais clássicas às que pela primeira vez vão ver teatro, entre juventude e as pessoas já com mais idade”.

[audio:TEATRO_MULTI.mp3]

E apostando também em conjugar a tradição desta forma artística com a modernidade, isto é, com o que se faz de novo no teatro, inclusive de forma a que o público vá apurando o seu sentido crítico.

Marta Costa