Maiato pisa palcos de Paris

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Crispim Luz é da Maia e termina hoje, domingo, um ciclo de actuações, que começou na sexta, no palco do Theátre Dejazet em Paris. O estudante de mestrado em performance de clarinete na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo foi seleccionado para participar em duas óperas na cidade luz.

O músico confessa ter despertado já tarde para a música, apesar dos 14 anos de idade que tinha quando ingressou como estudante de clarinete na Banda de Música de Moreira da Maia. Desde logo se percebeu a "aptidão para a música" por parte do jovem músico, incentivado a seguir estudos no conservatório por um professor da banda moreirense. Depois do fim de curso na escola que frequentou, seguiu-se o ingresso no ensino superior, na ESMAE, onde concluiu a licenciatura no passado ano lectivo.

O músico encontra-se agora a frequentar aulas de mestrado, depois de um estágio de orquestra no Festival Junger Künstler Bayeuth, que decorreu no passado mês de Agosto, na Alemanha.
O novo palco de Crispim Luz é o do Theátre Dejazet, em Paris. Antes de iniciar a participação o músico admitia "alguma apreensão por estar fora do país, embora não seja a primeira vez que isso acontece", revela o músico maiato. No entanto, agora é diferente. "O papel que tenho nestas óperas é um papel solístico, porque o grupo é pequeno". Ainda segundo Crispim Luz, Paris é uma cidade "com uma grande tradição clarinetística", factor que contribui para o aumento da ansiedade no momento de pisar o palco.

"Toda a gente vai estar muito atenta e isso deixa-nos um bocado em cheque", confessa Crispim Luz. Mesmo assim, o músico adianta que pretende "fazer um bom trabalho e espero que seja reconhecido".
Durante hoje, amanhã e domingo, sobem ao palco duas óperas nas quais vai participar Crispim Luz. O espectáculo no Théatre Dejazet pretende homenagear dois compositores contemporâneos, Viktor Ulmann e Kurt Weill.