Mais de 13 mil riram no Fórum da Maia

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Mais um Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia, mais um sucesso de sorrisos. Nesta 15ª edição, que decorreu entre os dias 2 e 10 de Outubro, passaram pelo Fórum da Maia cerca de 13 mil espectadores. Assistiram às três dezenas de espectáculos apresentados, muitos deles com lotação esgotada, sendo que 22 foram espectáculos teatrais e os restantes oito animações de rua. Neste caso, com bem mais público do que o habitual, já que o tempo ajudou.

Tal como no filme “Melhor é impossível”, com Jack Nicholson e Helen Hunt, também neste evento das artes do palco a organização confessa que “melhor era impossível”, referindo-se ao balanço da edição 2009. Porque a lotação das salas não permite mais. Ainda assim, o número de espectadores cresceu em relação a 2008, contribuindo para isso o fim-de-semana de sol que permitiu realizar as animações de rua no exterior, com capacidade para cerca de 500 pessoas. Em vez dos apenas 150 lugares da sala onde se realizam os espectáculos das 21h00, quando chove.

Ouça as declarações do director artístico do festival, José Leitão:

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Numa nota de imprensa, o Teatro Art’Imagem, responsável pela direcção artística do festival, conclui que a iniciativa do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia voltou “a confirmar-se como o maior festival de teatro cómico e com maior número de público a nível nacional”. Como se não bastasse, “sedimentou o seu prestígio a nível internacional”, acrescenta o comunicado.

Este ano, foram mais as companhias estrangeiras presentes do que as portuguesas, num total de 23. De além fronteiras vieram à Maia sete grupos da vizinha Espanha e ainda companhias de teatro da Argentina, Brasil, Inglaterra, Itália / Estados Unidos da América e Guiné Bissau. Destaque para os repetentes Yllana e Leo Bassi, comediantes que continuam a provocar sorrisos constantes no auditório deste festival, a companhia de marionetas Tanxarina e o galego Pablo Trasno. De Portugal, as mais procuradas foram o Chapitô e a Barraca.

Mas foi em português que fechou a edição 2009 do festival. Com dois espectáculos esgotados na mesma noite, no Grande Auditório do Fórum da Maia, com capacidade para 750 lugares. Primeiro, para assistir à peça “Querida Televisão”, levada à cena por Óscar Branco / Atitudes. Mais para o final da noite, com o trio de stand-up comedy Hugo Sousa, João Seabra e Miguel 7 Estacas a apresentar “A História de Portugal em 90 minutos”.

Ainda no que se refere à procura, o director artístico do festival admite que as segunda e terça-feira se mantiveram como “os dias mais difíceis do festival, porque são dias de começo de semana”. Ainda assim, com lotações acima das 500 pessoas, adverte José Leitão.

Ao número de espectadores que assistiram aos espectáculos do 15º Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia juntam-se os visitantes da exposição “Homenagem a Raúl Solnado”, patente no Fórum da Maia, com fotografias cedidas pelo Museu Nacional de Teatro. Foi a homenagem da organização a uma figura incontornável do teatro e do humor em particular, falecida a 8 de Agosto, e que “nós gostaríamos de ter tido no festival cómico da Maia”.

Marta Costa