Uma manhã no Museu Terras da Maia

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O que nos dizem os objetos do nosso passado mais distante? Com este desafio em mente, 25 crianças da Escola Básica/JI D. Manuel II passaram uma manhã de visita ao Museu de História e Etnologia Terras da Maia.

 

Liliana Aguiar, do serviço educativo do Museu, orientou a designada “visita animada” pela exposição intitulada precisamente “O que nos dizem os objetos do nosso passado mais distante?”, e que contempla desde pequenas peças que restaram de utensílios ou de vasos de barro, passando ainda por grandes pedras tumulares, que outrora, no período da Proto História, fizeram parte de monumentos funerários como as mamoas ou antas.

 

As crianças do 3º ano de escolaridade ficaram a saber que o território da Maia acolheu, em tempos, muitos destes monumentos e que os vestígios arqueológicos que se encontram expostos no Museu foram, em grande parte, recolhidos da Bouça da Cova da Moura, em Águas Santas, onde existiu uma comunidade organizada.

 

“Pedras” com quatro mil anos

 

Ao longo de pouco mais de uma hora, os mais pequenos puderam entrar em contacto com a sua e nossa história, espantando-se com as histórias que iam ouvindo na visita guiada, descobrindo pormenores sobre o que, à partida, pareciam simples pedras. A verdade é que alguns fragmentos em que puderam pegar e manusear tinham quatro mil anos de existência, o que os tornava interessantes para estas crianças.

Outras histórias foram sendo desvendadas até se ouvirem na sala algumas interjeições de espanto, como a revelação que muito do material exposto, e ainda outra grande quantidade em fase de estudo e catalogação, foi retirado do espaço onde está hoje implantada uma grande superfície de material desportivo.

 

Quando começaram as escavações para a sua construção, foram encontrados pedaços de vasos e outros utensílios, o que determinou uma intervenção de arqueologia para recolher todos os achados.

 

Estes revelaram ser deveras importantes para o conhecimento do passado. A verdade é que, hoje, estão expostos no Museu Terras da Maia. E, mesmo tendo sido construída a grande superfície comercial, o subsolo foi preservado com um manto geotêxtil, ficando o espaço protegido por muitos mais anos.

 

Ao longo da visita, as crianças foram conhecendo o significado de muitos dos objetos e a história que eles nos contam acerca das populações do passado: o que cultivavam, o que comiam, que objetos usavam para caçar, para transformar os alimentos, ou para enterrar os mortos.

 

Os vestígios arqueológicos são fontes importantes para nos contar a história dos antepassados longínquos, foi a grande lição que retiraram as crianças desta visita ao Museu.

 

Angélica Santos

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