Museu do Holocausto do Porto já abriu e oferece entradas até junho

0
215
Fotografia da autoria de João Bizarro
- Publicidade -

O primeiro Museu do Holocausto na Península Ibérica, tutelado por membros da Comunidade Judaica do Porto, funcionará em dias úteis entre as 14h30 e as 17h30. O museu terá acesso livre até junho e obedecerá a “rigorosas” medidas de segurança, referiu a organização do espaço museológico.

Os visitantes poderão assistir a uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz (campo de concentração), assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, sala de conferências, centro de estudos, corredores com a narrativa completa e, à semelhança do Museu de Washington, nos Estados Unidos da América, fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

O Museu acolhe também documentos e objetos deixados pelos refugiados na Sinagoga do Porto durante a Segunda Guerra Mundial.

No espaço, retrata-se “a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, a expansão nazi na Europa, os guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, a Solução Final, as marchas da morte, a libertação, a população judaica no pós-guerra, a fundação do Estado de Israel, vencer ou morrer de fome e os justos entre as nações”.

Ao longo da tarde desta segunda-feira, este novo equipamento cultural acolherá um concerto da Orquestra Clássica do Centro, com peças relacionadas com a temática do Holocausto.

“São esperados milhares de turistas no verão e cerca de 10 mil alunos de escolas ao longo do ano”, revela Josef Lassmann, membro da Comunidade Judaica do Porto.

O museu irá investir no ensino, na formação profissional de educadores, bem como na promoção de exposições, encorajando e apoiando a investigação. O próximo curso para professores está agendado para 20 de setembro e conta com a presença de sobreviventes do Holocausto e de representantes de outros museus do holocausto do mundo.

“A construção do Museu do Holocausto no Porto contou com um donativo substancial de uma família sefardita portuguesa do Sudeste da Ásia que foi vítima de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra Mundial”, referiram os responsáveis da Comunidade Judaica do Porto.

Em 2013, a Comunidade Judaica do Porto partilhou com o Museu do Holocausto de Washington todos os seus arquivos referentes a refugiados que passaram pela cidade portuense. Estes arquivos, que já voltaram ao Porto, incluem documentos oficiais, testemunhos, cartas e centenas de fichas individuais.

No museu estarão ainda expostos, dois Sifrei Torá (rolos da Torá), oferecidos à sinagoga do Porto por refugiados que chegaram à cidade com as suas vidas destruídas.

- Publicidade -