Música, raízes e tradição no Festival da Maia

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O fim-de-semana passado, 21 e 22 de Maio, foi marcado por dois espectáculos sensacionais que deram ao público uma visão muito abrangente das nossas raízes culturais mais profundas, num roteiro etnomusicológico que começou em Miranda do Douro e em dialecto Mirandês, com os fantásticos GALANDUM GALUNDAINA e encerrou no sábado, com as várias formações etnográficas que integram o Orfeão Universitário do Porto, cuja abordagem se estendeu do Minho ao Algarve, sem esquecer os Açores e a Madeira.

O OUP trouxe também consigo, um belo coro misto que presenteou o público com belas canções populares, servidas por arranjos e harmonizações de grande efeito e fino recorte artístico.
Num tempo difícil, em que as preocupações do quotidiano marcam as conversas das pessoas, aqueles dois momentos do Festival de Música da Maia constituíram para o público que os viveu, momentos de boa disposição, recheados de um humor popular, mas por vezes refinado, que despertou uma alegria que parecia estar amarfanhada.

E para fechar…

Entretanto, o Festival vai encerrar este fim-de-semana, apresentando um cardápio diversificado, como tem sido seu timbre. Na sexta à noite, o grupo TORRE D’ANTO, vai trazer a Poesia, a melodia e harmonias próprias da cidade portuguesa que, segundo reza a história, maior saudade deixa aos que por lá passam.

No sábado, a Orquestra Filarmonia das Beiras dá um concerto cujo programa foi encomendado pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia, entidade organizadora do Festival e que será integralmente preenchido, na primeira parte, com música de grandes filmes de Hollywood e musicais da Broadway, encerrando o certame das músicas, com uma segunda parte, totalmente dedicada à música dos grandes clássicos da Pop & Rock do século XX, os imortais Beatles.