Natal no Jardim mostra árvores recicladas

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A Santa Casa da Misericórdia da Maia organiza, pelo segundo ano consecutivo, a exposição “Natal no Jardim”, que pode ser visitada até 11 de Janeiro, no jardim do Monumento à Comunidade Maiata. Trata-se de uma mostra de trabalhos dos centros de dia e lar da instituição a quem, este ano, também se juntou a valência de jardim-de-infância. A inauguração foi na sexta-feira da semana passada e contou com a presença da provedora da instituição, Maria de Lurdes Maia, do presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano Gomes e da vereadora da Acção Social, Ana Miguel Vieira de Carvalho.

A ideia surgiu no ano passado durante uma reunião de coordenadoras dos centros de dia. Mas, este ano, as coordenadoras dos jardins-de-infância pediram para se associarem à ideia. E assim foi. O tema é o mesmo – o Natal. No local podem ser apreciadas árvores de Natal feitas com materiais reutilizados. Cápsulas de café, pacotes de café, CDs, latas de bebidas, plástico e tecido são alguns dos materiais que foram usados pelos utentes para construírem das árvores.

O objectivo era ser o mais original possível, gastando o menos possível. À semelhança do que aconteceu na primeira edição, os centros de dia e o lar deram vida a uma série de árvores de Natal, os infantários elaboraram as figuras do presépio gigante que compõe a restante decoração do emblemático jardim. Mas não é o único presépio. É que a Santa Casa também convida os outros centros de dia e lares do concelho e o Centro Social e Paroquial José Pinheiro Duarte decidiu fazer um também.

O objectivo, diz a provedora da Santa Casa, Maria de Lurdes Maia, “foi envolver as instituições e um responsável de uma instituição de solidariedade convidada já lançou o desafio para, no próximo ano, convidarmos as escolas. É uma ideia, uma sugestão que vamos analisar até porque o objectivo é fazer aqui uma ligação entre as diferentes faixas etárias”, acrescentou.

A iniciativa vai na segunda edição e de acordo com esta responsável poderão surgir inovações à medida que os anos vão avançando e até que o jardim fique completamente cheio de árvores. “Eu gostava que isso acontecesse e quando assim for, passamos para o outro lado da estrada”, referiu.

De acordo com Maria de Lurdes Maia a iniciativa não é apenas importante para os utentes. Considera que é também importante para os técnicos e para as pessoas que trabalham com os idosos, que hoje em dia “são pessoas com muitas limitações”. A provedora acrescenta que, hoje em dia, nas instituições se vive um novo problema que se prende com “muitas situações de demência, seja senilidade, seja Alzheimer, seja o que for”. A verdade, afirma, é que são pessoas com “muita dificuldade de locomoção” e para as pessoas que trabalham com elas “é uma tarefa pesada porque estão dias uns atrás dos outros com pessoas assim, com estas limitações todas”, salientou. Por isso, entende que para os técnicos este tipo de actividade é importante que faz com que tenham uma motivação diferente. “Isto é uma mais valia para os utentes e para quem trabalha com eles”. Maria de Lurdes Maia reitera que o número de utentes com demência, na sua maioria provocada pela idade tem vindo a aumentar “significativamente”. “Esses são os problemas dos dias de hoje”, conclui.

Isabel Fernandes Moreira