Os novos espaços do Parque Zoológico

0
219

Será uma verdadeira revolução aquela que se vai sentir no Parque Zoológico da Maia. As obras de ampliação no terreno com cerca de 11 mil metros quadrados já arrancaram. A última fase, a quarentena arrancou esta segunda-feira. Depois de concluída esta nova fase, será a vez de se requalificar a área já existente.
O novo espaço contempla então uma piscina para as focas, com 300 metros cúbicos, com um anfiteatro para espectáculos. Logo depois surgem os espaços para os felinos. São 900 metros quadrados para as zebras e para a avestruz (2); um espaço para a pantera (3); outro para os tigres (4) e um outro para os leões (5). Cada habitat terá uma área de 600 metros quadrados. São compostos por uma área coberta, a casa, e uma ampla área descoberta para a circulação dos animais.

A ligação do novo espaço com o actual vai fazer-se a partir dos actuais habitats dos felinos, que vão desaparecer, dando lugar a zonas ajardinadas e devidamente arborizadas. Vão manter-se as actuais áreas arborizadas mas surgem outras novas, devidamente acompanhadas de lagos e jardins.
Depois de concluída a empreitada do alargamento, será a vez de requalificar o já existente. No projecto surge a reestruturação da ilha dos Gibões, nome vulgar dado aos primatas pertencentes à família Hylobatidae. São animais territoriais. Um par mantém e defende o seu território por meio de vocalizações. É comum “uivarem” ao nascer e pôr-do-sol. São animais que ocupam as zonas mais altas da floresta e raramente, ou nunca, descem ao chão.
E dentro dos parâmetros exigidos pela legislação, já foi requalificado o habitat dos ursos, do jacaré e das iguanas.

Quando ficaram prontas as obras, Carlos Teixeira garante que vai deixar para a Maia “a maior atracção turística do concelho e eventualmente do Norte do país”. Quando o alargamento ficar todo concluído, o Parque Zoológico vai triplicar a sua área actual. E nessa altura, “o que vai existir é um jardim com acção pedagógica, ao serviço da nossa terra, que vai ser uma atracção turística”, conclui o também director do espaço.

Isabel Fernandes Moreira