Pedro Gonçalves vai à Final do Festival da Canção e os maiatos poderão votar no jovem conterrâneo

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Pedro Gonçalves atinge a final do Festival RTP da Canção. Aos 23 anos, o jovem músico da Maia está felicíssimo por voltar a mostrar a sua música num certame de prestígio como o Festival da Canção pela segunda vez.

É sempre “uma felicidade, um sentimento de missão cumprida e um orgulho dizer que é a minha segunda vez a chegar à final do Festival da Canção e estar no Top das melhores 10 canções deste certame”. Ir ao Festival da Eurovisão, que deverá acontecer em Roterdão, seria “a cereja no topo do bolo”, como referiu Pedro Gonçalves em entrevista ao Jornal Maia Primeira Mão.

A primeira vez no Festival RTP da Canção foi em 2017, pelo que ao voltar o jovem cantor já conseguiu entrar no concurso com um tema composto por si, o que já “é muito importante”. É a grande diferença que sente para esta segunda participação, refere Pedro Gonçalves, de 23 anos.

Apesar de ainda ser muito novo, o facto de ser repetente no Festival serve para que “as pessoas que já não se lembravam, sejam recordadas”, ou então o pessoal ainda mais novo também o fique a conhecer ou aqueles que se lembravam de outros programas vejam agora a sua evolução. De acerta forma, o regresso ao festival da música portuguesa granjeia para o músico uma espécie de “estatuto” como artista, mostrando aquilo que vale como “compositor e cantor”.

Desde muito cedo que Pedro Gonçalves gosta de música, aprende música e aspira trabalhar no mundo da música. Em criança fez parte dos Pequenos Cantores da Maia. Começou a praticar sozinho no quarto, a tocar guitarra as músicas que mais gostava e criou um canal de Youtube, onde insere os seus temas.

Tirou o curso de Som e Imagem na Universidade Católica Portuguesa.

Ficou conhecido pela sua participação na terceira edição do programa The Voice Portugal, tendo tido como mentor Anselmo Ralph, classificando-se em 2º lugar.

Participou no Festival da Canção 2017 com o tema “Don’t Walk Away”, composto por João Pedro Coimbra, com o qual se classificou em 6º lugar na grande Final.

Desta vez, concorreu ao Festival com um tema da sua autoria, enviando um tema para submissão, que foi apurado “Não vou Ficar”.

No sábado, apresentou-se muito orgulhoso na segunda semi-final e foi apurado para a grande Final, que vai decorrer no próximo sábado, dia 6 de março, na RTP.

“Não Vou Ficar” é uma das 10 canções a concurso na Final do Festival, estando Pedro Gonçalves “muito feliz” pelo apuramento e já muito satisfeito por tudo o que conquistou até ao momento. Acima de tudo, no próximo sábado, é altura para “fazer a festa”, como disse ao Primeira Mão.

Carreira começa na infância e nos Pequenos Cantores da Maia

Pode dizer-se que a carreira começou nos Pequenos Cantores da Maia (PCM), por volta dos seis anos. Como chegava a casa sempre a cantar as canções que aprendiz no infantário e na escola primária, Pedro Gonçalves recorda que os pais o resolveram inscrever no grupo maiato.

E foi com os PCM que fez várias atuações e foi cantar a vários programas de televisão, experiências que ainda hoje recorda com muita alegria. Pedro Gonçalves nunca refletiu muito sobre a importância do grupo coral na sua vida, mas olhando para trás, considera que foi uma “escola”. O jovem cantor afirma que, se não tivesse passado pelo grupo e vivido essas atuações, desde “tão jovem, porventura não seria quem hoje sou”.

Certamente, conclui Pedro Gonçalves, “até poderia ter uma carreira na música, mas haveria pequenos detalhes que não existiriam, caso não tivesse passado pelos PCM”.

Cantar é algo que Pedro Gonçalves gosta muito de fazer, mas a música para ele ultrapassa essa faceta, “para mim, o foco na música é a composição, a produção, para mim ou para outros artista. Isso faz-me feliz”.

A pandemia mudou muito a experiência de estar no Festival da Canção. Pedro Gonçalves refere que o que apreciou mais da primeira vez foi o convívio e o conhecimento que se estabelecia com músicos, cantores, compositores no ambiente de ensaios e nos dias do concurso.

O facto é que agora esse convívio não existe, as pessoas têm que estar mais separadas, “um convívio à distância, só um olá, tudo bem…”

Mesmo no dia da atuação, na chamada “green room”, onde os artistas aguardam pelas restantes atuações e votações, todos estão de máscara e cada um no seu canto. Nas atuações, não existe público. As atuações e entrevistas a convidados foram previamente gravadas. No fundo, o Festival é mais um programa de televisão em estúdio, do que aquele espetáculo e festa que acontecia noutras edições, num ambiente sem Covid19, constatou Pedro Gonçalves.

O jovem maiato tem tido ao longo deste último ano um trabalho também longe do público, aproveitou para fazer lançamentos de música, todos os meses, nas plataformas digitais, dando a conhecer o seu trabalho e preparando os temas que, porventura, poderão constituir um álbum ainda a lançar durante este ano de 2021.

Pedro prefere não adiantar datas para lançamento devido a toda a incerteza que estamos a viver. Inicialmente, estava previsto para sair em maio, mas até isso pode ter que se alterar se ganhar o festival e for a Roterdão…o que “não será problema nenhum, se acontecer…(sorriso)”.

Por fim deixou o apelo a que toda a Maia faça força pela sua vitória, no próximo sábado, na Final do Festival. E como o público poderá votar, deixa o apelo, “se quiserem poupar num café e ligar para o número que será atribuído”…

Entrevista a Pedro Gonçalves via Zoom:

Vídeo da Canção “Não vou Ficar” de Pedro Gonçalves no Festival da Canção:

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