Portugal avança com competição mundial de artes do circo

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O grupo português «L3M Events», que junta pessoas ligadas às artes circenses e aos desportos acrobáticos, vai organizar o Acrobatic Blocks Competition (ABC), no próximo dia 27.

A prova, que será online e com vários fusos horários, contará com mais de 400 participantes de 25 países.

«Era muito mais fácil estar quieto, não fazer nada e esperar que tudo passasse, mas isso seria “cavar” ainda mais fundo o buraco onde todos estes artistas e atletas se encontram: sem poder atuar, sem poder competir, tentando manter a motivação para continuar a treinar», justifica a organização.

Após o sucesso da primeira edição, em 2020, o Acrobatic Blocks Competition (ABS) está de regresso para uma segunda edição, a 27 de março.

Os participantes executam uma série de acrobacias nas denominadas “Maosotas” ou “Handstand Blocks”. A competição é organizada pelo grupo português «L3M Events», ligado às artes circenses e aos desportos acrobáticos.

«Trata-se de uma série de desafios realizados em “blocos acrobáticos”, um equipamento utilizado por atletas, acrobatas, ginastas, artistas de circo e performers para desenvolverem as suas habilidades. É um equipamento que vemos muitas vezes no Cirque du Soleil e é mesmo uma das mais difíceis disciplinas circenses», explica Lourenço França, que integra a organização.

«Numa fase de enorme confinamento mundial, de incerteza e de nuvens cinzentas, o ABC foi e será um raio de esperança para tantos jovens e tantos artistas por este mundo fora. É importante continuarmos a competir e a aparecer a nível internacional, mesmo que por via digital em plataformas de streaming», sublinha Lourenço França, treinador conhecido pela sua ligação ao Acro Clube da Maia.

Em novembro de 2020, na primeira edição, a prova teve um cariz único: realizou-se em 10 fusos horários e teve uma duração de 15 horas. «Começámos às 6 da manhã (hora portuguesa) em Sidney, na Austrália, e acabámos às 22 horas portuguesas em San Diego, na Costa Oeste dos Estados Unidos. Tivemos mais de 350 participantes de 20 países. «Andámos pela Austrália, China, Rússia, Irão, Ucrânia, toda a Europa, México, Estados Unidos da América, Canadá e Brasil».

O sucesso incentivou a organização a avançar: «Na altura respondemos a um desafio lançado na comunidade, mas foi tão incrível que decidimos fazer uma segunda edição. Era muito mais fácil estar quieto, não fazer nada e esperar que tudo passasse, mas isso seria “cavar” ainda mais fundo o buraco onde todos estes artistas e atletas se encontram: sem poder atuar, sem poder competir, tentando manter a motivação para continuar a treinar. O ABC é um objetivo. Pequeno, é certo, mas é algo que dará algum alento a todos. É essa é a nossa principal missão.»

Nesta segunda edição do ABC realizam-se três provas em que serão avaliadas a velocidade, resistência e técnica e os participantes podem inscrever-se nos vários escalões etários: sub-9, sub-12, sub-14 ou mais de 15 anos. No final, haverá prémios monetários para os três primeiros lugares em cada um dos escalões etários e em equipamento desportivo por parte do sponsor oficial.

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