Protocolo para o Centro Documental João Álvaro Rocha

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A autarquia estabeleceu um protocolo de cooperação para a criação do Centro Documental e de Interpretação Urbana João Álvaro Rocha. A cerimónia decorreu nos Paços do Concelho da Maia, no passado dia 17.

Quer a família do Arquiteto João Álvaro Rocha, prematuramente falecido em 2014, quer o município entendem que “a integridade e autenticidade do espólio só será preservada mantendo-se associada ao seu local de trabalho e criação, fazendo todo o sentido manter na cidade o acervo documental que a sustenta, permitindo o acesso público a este espaço e a este espólio”.

Assim, entendeu a família do arquiteto ser “sua obrigação social e cívica disponibilizar os testemunhos da sua atividade profissional à população em geral e à comunidade educativa em particular, através da criação de um espaço, “cujas instalações, mobiliário, equipamento e biblioteca, cede gratuitamente, por um período nunca inferior a dez anos, ao município da Maia”.

Este Centro Documental fica sediado no gabinete do Arquiteto João Rocha, na Rua Professora Carolina de Freitas Soares Carvalho, onde se concentra toda a produção arquitetónica daquele profissional, de um modo organizado e passível de ser consultado. O espaço ficará aberto a escolas, facilitando a divulgação e induzindo o debate sobre a arquitetura, a cidade e o território.

No âmbito deste protocolo, a família dispõe-se ainda a colocar para consulta a biblioteca com mais de mil livros e revistas da especialidade.

Vice presidente recordou o profissional e o amigo

O vice presidente da Câmara, António Tiago agradeceu este gesto de colaboração com o município por parte da viúva, a arquiteta Conceição Melo, e dos seus filhos Joana e Pedro. Referiu ser também um momento emotivo para si, dado “o facto do João Álvaro Rocha ser um amigo querido que partiu prematuramente, deixando também em mim, uma grande saudade”.

António Tiago acrescentou: “Sempre admirei o homem, o artista e o arquiteto, por todas as suas qualidades humanas e profissionais; o rigor técnico, a honestidade intelectual, a inteligência criativa, a firmeza de carácter, a robustez das ideias, mas também a sua capacidade de diálogo, sempre franco, direto, aberto, mas muito, muito construtivo e sólido nos valores em que acreditava.

Permitam-me que vos confidencie que ao longo da minha vida pessoal e autárquica, já concretizei muitas coisas que me fizeram sentir realizado, mas muito poucas, como esta que nos reúne hoje aqui, me fizeram sentir tão feliz, por poder prestar este justo tributo à memória do Arquiteto João Álvaro Rocha, abrindo à fruição da comunidade, particularmente da comunidade educativa, o seu lugar das ideias e do trabalho, a sua preciosa biblioteca especializada, as suas notas, apontamentos, esquiços e projetos”.

Nome incontornável na História da Arquitetura

O arquiteto João Álvaro Rocha, falecido em 2014, é um nome incontornável na história da arquitetura portuguesa contemporânea e que exerceu grande parte da sua atividade profissional no município da Maia.

Para além da sua atividade como arquiteto, foi docente em várias escolas e universidades nacionais e fez do seu escritório a sede de uma oficina de investigação e experimentação, reflexão crítica e realização de projetos para todo o domínio abrangente da arquitetura – do objeto ao território.

Angélica Santos

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