“Quem Raptou o Menino Feio” nasceu da “experiência de vida” (vídeo)

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Chama-se “Quem Raptou o Menino Feio” e reúne 24 contos. O livro é da autoria de António Castilho Dias e foi apresentado este sábado na Junta de Freguesia de Vermoim. É a sequela da obra “Pelos Trilhos do Betão”, que foi lançada há dois anos.

O livro faz parte da colectânea de contos que António Castilho Dias foi escrevendo. Desde 2005 que o autor se dedica à escrita, embora de forma exclusiva em formato digital, em blogues que o autor mantém. Os textos que fazem parte das duas obras foram escritos entre 2006 e 2008. António Castilho Dias começou a dedicar-se à ficção já numa situação de pré-reforma, depois de terminadas as actividades profissionais. Começou como um “hobby” mas cedo se transformou em algo mais sério. “Eu comecei a escrever para ser lido porque sabia que estava a ser lido”, confessa o autor. “Entendi que deveria preservar o que escrevia e a melhor forma de fazer isso seria publicar”, adianta António Castilho Dias. E assim surgiram os dois livros, do virtual para o real.

Mas a edição das duas obras não foi fácil. “Fui ao site da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e vi lá uma lista de editoras. Contactei cerca de 40 mas só quatro é que me responderam, todas elas a dizerem que lamentavam muito, mas tinham muito que fazer”, desabafa António Castilho Dias. Mas as obras acabaram por sair para a rua, com recurso a “microempresas”. “Melhor ou pior, ele está aí”, considera o autor.

A última obra, “Quem Raptou o Menino Feio”, surgiu da “experiência de vida” de António Castilho Dias. “Abordo temas muito diversos, baseados em diálogos”. Diálogos que marcam a maior parte dos contos publicados. “Eu gosto muito de escrever sobre pessoas e mais do que isso eu gosto de pôr as pessoas a falar. E isso torna a leitura muito mais fácil”, adianta o escritor. “Os 61 anos da minha vida já me permitem criar personagens que dizem ser interessantes e eu concordo”, considera.

António Castilho Dias é licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Um curso nada virado para a literatura, mas o autor considera ter talento, embora com cautela. “Não sou nenhum Eça de Queirós, nenhum Camilo Castelo Branco nem nenhum Saramago, mas acho que o que escrevo merece ser lido”, conclui.

Pedro Póvoas

1 COMENTÁRIO

  1. Olá meu amigo poeta…. vejo que já saiu o novo livro…. fiquei muito contente, em te ver no vidio. Perdoa eu faltar a esse evento, mas estou muito doente, mas vejo que tudo correu bem, e SEI que vais ter muito sucesso.
    PARABÉNS
    Beijinho….. Mena

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