Vinte e cinco anos de história e de memórias

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O Rancho Típico do Centro Social e Recreativo e Cultural de S. Pedro de Avioso comemorou, no passado sábado, o seu 25º aniversário. Uma data que foi assinalada com um festival de folclore, à noite, mas que teve como ponto alto uma sessão solene que serviu para homenagear os componentes do grupo, os seus fundadores e alguns convidados e para recordar um pouco da história desta colectividade.

O primeiro testemunho partiu do representante do presidente da Câmara da Maia. Bragança Fernandes não pode marcar presença e fez-se representar pelo seu assessor, Jaime Pinho, que assumiu dupla função, uma vez que é também o presidente da Assembleia de Freguesia de Avioso S. Pedro. Por isso, foi com alegria e orgulho que o fez para dar os parabéns ao rancho. “É de colectividades como esta que a cultura é feita no concelho da Maia. Para nós é uma alegria porque é a bandeira da freguesia, é a principal colectividade, que leva o nosso nome pelo país”.

Lembranças também não faltaram ao presidente da Junta da Freguesia de Avioso S. Pedro. E as primeiras palavras de Guilherme Maia foram para Élio Miranda, considerado o pai do rancho, “uma pessoa que muitas vezes vi chatear-se quando o rancho começou”. Depois, recordou também os componentes que sem saber dançar “tiveram a coragem de aprender”.
O autarca de Avioso S. Pedro deixou ainda votos de uma vida longa para o grupo e garantiu estar disponível para colaborar com o rancho “naquilo que puder” enquanto estiver à frente da Junta de Freguesia. Para já, ofereceu-lhes uma prenda, um cheque no valor de 250 euros.

O presidente da Assembleia-geral, Pedro Campos, recordou também o dia em que foi tentar ensaiar mas lhe disseram que ele “parecia que estava a calcar sapos” e decidiu desistir. Desistiu das danças, mas colabora da forma que pode com a colectividade. Por isso, espera que o rancho “vá superando as dificuldades que encontrar”. Ao presidente da direcção, Maurício Ramos, que pretende deixar a direcção no final do presente mandato, apelou para que faça mais um “sacrifício”.

Por seu lado, Maurício Ramos, parece estar mesmo decidido a sair. Para já, faz um balanço “positivo” dos seis anos em que ocupou a presidente da direcção. “Se sou duro é para o bem do grupo, mas também tenho as minhas falhas, como todos”. Por outro lado, acrescentou ainda que, durante este período, aprendeu “muito” com todos os componentes, que actualmente são 49, e com a restante direcção. “Quando for embora, vou levar uma recordação muito boa”, referiu. Pediu a todos os presentes para que “agarrem a causa” do Centro Social e Recreativo e Cultural de S. Pedro de Avioso.

Não esqueceu os agradecimentos a quem com a colectividade tem colaborado. O caso da Câmara da Maia, “que ofereceu um novo estandarte” e à junta de freguesia “que também ajuda muito a terra”. A Guilherme Maia pediu-lhe para passar mais vezes pela colectividade.

Quem também não faltou à festa, foram Eulália e Jorge Magalhães, que há 25 anos apadrinharam o rancho. Depois de um período de afastamento, o casal entendeu que deveria aceitar o convite e participar nas Bodas de Prata do afilhado. “Sendo uma data tão especial não podíamos dizer que não”.

A noite foi abrilhantada com um desfile etnográfico e um festival de folclore que contou com a participação, para além do anfitrião, do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Creixomil de Guimarães; do Rancho Folclórico Flores da Serra, de Lagoa Parada, Ansião e do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo de Matosinhos.

Isabel Fernandes Moreira