“A Federação Portuguesa de Futebol prejudicou o FC Maia de forma deliberada!”

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Começou a entrevista relativamente calmo e com a lição estudado. Acedendo ao convite da Rádio Lidador e do jornal Primeira Mão para explicar o processo que levou à eliminação do FC Maia da III divisão nacional, o presidente da comissão administrativa não trouxe um único documento. Estava tudo, datas, detalhes, valores, guardado na memória de três semanas que tão cedo não irá esquecer.

António Fernando de Oliveira e Silva (na imagem) começou calmo mas conforme foi desfiando a meada foi crescendo a revolta e a emoções. Deixa severas acusações à FPF embora reconheça que esta não fez mais que cumprir os regulamentos. E garante que, apesar de poder ser punido com dois anos de suspensão, o FC Maia estará de regresso ao futebol sénior dentro de um ano.

Eis algumas das frases-chave da entrevista:

“Não consigo perceber porque o FC Maia não está a competir. Ainda vivo revoltado com a situação, com a falta de respeito e de bom senso que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) demonstrou no caso do FC Maia. Acho que é inadmissível existir uma federação que tenha o comportamento que esta teve. Ainda não consegui perceber o que levou a FPF a agir como agiu”

“Percebi que entre o departamento jurídico e o departamento de registos e competições algo não está bem. Não havia comunicação. Percebo ainda que o Maia estava a ser vítima de algo que não lhe diz respeito. Não é possível que a mesma FPF, que adiou ao Vilanovense cinco jogos e aceite adiamentos de adiamentos, com o caso FCM decida não adiar um jogo”

“Todas as medidas que a FPF tomou tiveram por base regulamentos, não tenho dúvidas. O que a FPF fez ao Maia, entre quarta e sexta-feira, foi aplicar um regulamento, que existe, mas que só aplicou ao Maia”

Pode ler a entrevista de António Fernando na edição de sexta-feira de Primeira Mão e ouvir toda a conversa na Rádio Lidador, domingo, às 13h00 e às 22h00.