Aníbal Sequeira defende uma maior aposta no basquetebol nacional

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No próximo dia 27 de Abril, serão eleitos os elementos que farão parte dos órgãos sociais do Maia Basket Clube. Apresentou-se a sufrágio apenas uma lista, que volta a ser encabeçada por Aníbal Sequeira. Rui Lopes voltou a ser indicado para o cargo de vice-presidente da direcção.

Refira-se que o mandato da direcção anterior, também liderada por Aníbal Sequeira, finalizou em Junho do ano passado. Desde então, o clube tem sido gerido por uma comissão instaladora, composta pelos elementos anteriormente eleitos. O objectivo foi reunir as condições necessárias para a realização de novas eleições.

Dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos seis anos, motivou Aníbal Sequeira a avançar, mais uma vez, com a sua candidatura à liderança do Maia Basket. Por outro lado, “também não há muita gente que esteja interessada em dar seguimento ao trabalho. Por isso, na eminência de não aparecer alternativas à actual direcção, tive de me candidatar e dar continuidade ao projecto”, justificou. As principais prioridades do projecto da única lista que se apresenta a sufrágio, passam pela “consolidação financeira do clube nestes tempos difíceis, e em que há que pagar dívidas antigas, embora não muitas; criar uma base sólida para o clube para que ele possa crescer com bases bastante sólidas para singrar no meio do desporto nacional”.

A competição é também outra das apostas do projecto liderado por Aníbal Sequeira, mas tendo em conta a realidade portuguesa, no que se refere ao basquetebol. O dirigente é bastante crítico no que se refere ao facto de grande parte das equipas que competem nos escalões principais, recorrerem a atletas formados em países onde a modalidade é muito mais competitiva. “O que nós vemos nos actuais dirigentes federativos é querer pôr rapidamente o nosso desporto ao nível de outros países que estão muito mais desenvolvidos, não criando bases sólidas para o desenvolvimento do basquetebol nacional”, lamenta. Mais, considera que os clubes, principalmente os da Proliga, onde o Maia Basket compete, não têm condições financeiras para suportar os custos recorrentes da contratação de atletas estrangeiros, profissionais, sobretudo norte-americanos. Aliás, diz que foi a essa conclusão que muitos clubes chegaram, depois de se terem aventurado na contratação desses atletas. Mas a verdade é que há clubes que têm essas condições, sobretudo os da Liga Portuguesa de Basquetebol, que apresentam conjuntos bem mais apetrechados. E cuja superioridade se torna mais evidente nos encontros das jornadas cruzadas com a Proliga. Em termos de experiência para os jogadores nacionais até é positivo, mas o mesmo já não se pode dizer quanto aos resultados. “Em termos de resultados para os clubes, poderão não ser os melhores, embora nós já nos tenhamos batido com equipas ditas grandes, da Liga, e disputado o resultado até ao final. Portanto, nota-se que o Maia tem valores que, se devidamente apoiados, podem chegar à competição da Liga”, refere. “Isso implica que a própria Liga tenha noção daquilo que é a realidade, que aquilo com que está a jogar é só com norte-americanos, basicamente. E os nossos atletas? Qual é a realidade portuguesa? Estamos em Portugal, não estamos na América”, acrescenta o dirigente.

Por isso, como aconteceu na presente temporada, o plantel sénior do Maia Basket continuará a ser totalmente nacional.