Apresentado no ISMAI o Observatório Nacional da Violência Contra Atletas

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A plataforma tem por objetivo ser espaço de denúncia informal e anónima e, em simultâneo, fazer um levantamento da situação em Portugal, contribuindo com medidas de prevenção e combate à violência contra atletas.

O combate a uma cultura de silêncio na comunidade desportiva, a vontade em perceber como está a situação em Portugal e a missão de ajudar atletas e ex-atletas a ter uma voz levou quatro investigadoras a criarem o Observatório Nacional da Violência Contra Atletas (em https://www.ismai.pt/pt/investigacao/obnva).

A plataforma foi apresentada hoje no Instituto Universitário da Maia (ISMAI).

Cláudia Pinheiro, antiga ginasta, investigadora e uma das coordenadoras deste Observatório, contou ao jornal Observador que a ideia surgiu quando se percebeu que em Portugal existe muito pouca informação sobre os casos de violência — física, psicológica, social e/ou sexual — contra atletas e que falta um espaço para abordar este problema.

Esta violência, explica a equipa da plataforma, exclui os comportamentos associados aos eventos desportivos, “nomeadamente no espaço reservado ao público (por exemplo com claques), uma vez que estas já são monitorizadas por outras entidades”.

Desta forma, o Observatório Nacional da Violência Contra Atletas consiste numa “plataforma online para uma denúncia informal, sempre de forma anónima, que vítimas, ex-vítimas ou pessoas que testemunharam situações que percecionaram como sendo violentas, podem aceder para reportar essas situações”.

As denúncias são feitas através de um questionário, online, e analisadas por uma equipa especializada em Educação Física e Desporto e Psicologia e Estatística. Na equipa de base deste Observatório, além de Cláudia Pinheiro, fazem parte a nadadora Teresa Figueiras, a psicóloga Sofia Neves e a investigadora Janete Borges.

O Observatório tem como parceiros o Comité Olímpico de Portugal, a Autoridade para a Prevenção e Combate da Violência no Desporto, o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Ordem dos Psicólogos e a Associação Plano i. Estão ainda a ser feitos contactos com a Procuradoria-Geral da República.