Augusto Cardoso reclama apoios

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Embora a pensar já nas provas de 2010, Augusto Cardoso está receoso em relação ao seu futuro na alta competição. Pela falta de apoios e porque, prestes a fazer 39 anos, o cansaço começa a fazer-se notar quando tem de trabalhar oito horas e ainda treinar. “Mas enquanto as pernas deixarem, eu vou continuar”, garante.

O atleta maiato, que foi 23º nos 50 kms marcha dos Mundiais de Atletismo de Berlim, está consciente de que, em Portugal, o atletismo a nível profissional “é só para alguns”. Ainda assim, ao longo dos últimos 20 anos de marcha, e serm qualquer patrocínio, Augusto Cardoso foi 27 vezes internacional e marcou presença em jogos olímpicos, campeonatos do Mundo e campeonatos da Europa.

Para essas presenças, e os resultados alcançados, tem contribuído o apoio da empresa para quem trabalha como pintor de gruas, ao pagar na íntegra apesar de faltar as horas necessárias para treinar e para participar nos estágios.

Por isso, Augusto Cardoso admite que o futuro na alta competição poderia ser ainda mais risonho se tivesse um patrocínio:

[audio:APOIO_AUGUSTO.mp3]

Sem patrocínios, o único reconhecimento que recebeu do concelho a que pertence, porque reside em Folgosa, foi a medalha de mérito atribuída pela Câmara Municipal da Maia, na Gala do Desporto, pela prestação nos Jogos Olímpicos de Pequim, terminando em 40º lugar os 50 kms marcha.

Já este ano, Augusto Cardoso foi 23º na mesma prova, mas nos Mundiais de Atletismo de Berlim, que terminaram no domingo. Foi, aliás, o único atleta português a terminar o percurso, já que o também luso António Pereira desistiu a 11 kms do fim, por problemas físicos.

Marta Costa